SAP vai implantar medidas de segurança em CDPs de Potim e São José
Após a invasão dos drones –veículo não tripulado- nos presídios de Potim e São José dos Campos, a SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) vai instalar alambrados nos pátios das unidades prisionais. Outras medidas não foram divulgadas por questões de segurança.


Medidas são anunciadas após invasão de drones nas unidades
Warley Leite/Meon (Arquivo)
Após a invasão dos drones –veículo não tripulado- nos Centros de Detenção Provisória de Potim e São José dos Campos, a SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) vai instalar alambrados nos pátios das unidades prisionais para evitar que bandidos usem mini helicópteros-conhecidos por drones- para entregar celulares e drogas.
A medida foi tomada após os drones despejarem embrulhos com drogas e celulares nas unidades de Potim nos dias 3 e 17 de maio e em 6 de abril em São José dos Campos. Na época, o GIR (Grupo de Intervenção Rápida) foi solicitado para revistar as celas, mas foi acusado de agredir presos dos presídios.
Sobre as possíveis agressões aos presos, a Secretaria de Administração Penitenciária afirma que está apurando as denúncias.
Desenvolvimento de drones
Ouvido pelo Meon, um pesquisador que há mais de cinco anos se dedica ao desenvolvimento de drones, afirmou que, em mãos erradas, esses aparelhos podem causar sérios problemas. De acordo com o profissional, que preferiu não se identificar, a mesma técnica que lança pacotes para dentro do CDP pode, sem dificuldades, carregar um material altamente explosivo, como granadas, e lançá-lo contra alvos específicos.
Em relação aos drones utilizados nas ações do CDP de São José, duas possibilidades podem ser consideradas. Caso o veículo não seja munido de uma câmera de bordo, o “piloto” que maneja o aparelho deveria estar com a unidade prisional em seu campo de visão para que a operação fosse realizada. Isso significa que o mini-helicóptero estaria sendo manejado por uma pessoa a cerca de 300 metros de distância do CDP.
Considerando que o drone conte com uma câmera, aí a pessoa que opera o equipamento poderia estar mais distante, de um a três quilômetros. Isso porque a autonomia de bateria do veículo não permitiria a ida e volta para uma distância maior do que essa. Em ambas as situações, entretanto, seria necessário que o condutor fosse experiente no assunto já que as máquinas não são fáceis de ser manipuladas. Ainda segundo o especialista, a pessoa precisaria subir com o drone até cerca de 100 metros de altura -onde ele fica praticamente invisível do chão-, descer rapidamente no local indicado, soltar o pacote e subir de novo sem ser pego. Operação que exige perícia.
Voando a mais de 50 km/h, o mini-helicóptero torna a ação rápida e difícil de ser interceptada. Um exemplar pode ser encontrado pela internet por cerca de R$ 5.000, sem a câmera e R$ 12.000 com a câmera acoplada.
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