Sem dinheiro para se manter, Apae de Cruzeiro ameaça fechar

Sem dinheiro para se manter, a Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Cruzeiro enfrenta momentos difíceis e tenta driblar a demora por recursos do governo. A direção da instituição reclama que prefeitura não estaria cumprindo com o acordo de repasse mensal para a educação.

Escrito por: Allan Torquato2 min de leitura
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Sem dinheiro para se manter, a Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Cruzeiro enfrenta momentos difíceis e tenta driblar a demora por recursos do governo. A direção da instituição reclama que a prefeitura não estaria cumprindo com o acordo de repasse mensal para a educação.

No último dia 4, as mães dos alunos protestaram em frente ao prédio do Executivo. Atualmente, 240 crianças dependem dos serviços oferecidos pela associação. O convênio firmado entre o município e a instituição ocorreu após o fim do repasse do Estado para estudantes especiais do ensino fundamental e do EJA (Educação de Jovens e Adultos) com mais de 30 anos.

Com a mudança, a prefeitura destinaria cerca de R$ 10 mil por mês. Anteriormente, o município mantinha o repasse de R$ 3.000 mensais para a manutenção dos atendimentos clínicos e colaborava com 22 professores.

Segundo a diretora da Apae, Ângela Elisei, parte da parceria não estaria sendo cumprida. Há cinco meses a prefeitura não repassaria quase R$ 8.000 por mês destinados aos alunos do ensino fundamental. Ela afirmou que já procurou por cinco vezes a prefeitura e não foi atendida.

“Estamos deixando de atender nossa missão por falta de compromisso dos nossos governantes. A prefeitura deixou de repassar quase R$ 50 mil”, desaba.

A Apae de Cruzeiro atende outras quatro cidades. “As outras prefeituras não ajudam. Apenas duas delas enviam professores, mas é insuficiente para atender a todas as crianças”, diz.

No ano passado, o governo do Estado alterou a forma de rapasse as Apaes de São Paulo, o que agravou ainda mais a situação. As instituições agora possuem limitações nos gastos e não podem utilizar este recurso, por exemplo, para a compra de alimentos ou pagamento de contas de água e luz.

O gasto mensal da instituição é superior a R$ 94 mil. A Apae acumula uma dívida de R$ 500 mil e, para sobreviver, faz eventos beneficentes todo o mês, campanhas nas redes sociais e busca por colaboradores individuais.

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