Servidores municipais anunciam greve para 13 de outubro em Cruzeiro

Os servidores públicos municipais de Cruzeiro vão entrar em greve por tempo indeterminado na próxima segunda-feira (13). A informação é do sindicato da categoria e uma das principais reivindicações é que a prefeitura cancele o projeto que suspendeu o vale alimentação dos trabalhadores que faltarem sem justificativa, ou para aqueles que estão em férias comprovadas.

Escrito por: Rodrigo Ribeiro2 min de leitura
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Servidores em manifestação no final de 2013; cena deve se repetir no dia 13

Arquivo/Atos

Os servidores públicos de Cruzeiro vão entrar em greve por tempo indeterminado na próxima segunda-feira (13). A informação é do sindicato da categoria e uma das principais reivindicações é que a prefeitura cancele o projeto que suspendeu o vale alimentação dos trabalhadores que faltarem sem justificativa, ou para aqueles que estão em férias comprovadas.

Segundo o presidente do sindicato dos Servidores Municipais de Cruzeiro, Gilmar de Abreu Alves, a categoria já está em estado de greve e o ato deve atingir 70% dos servidores na cidade, que possui cerca de 2.300 a 2.500 funcionários públicos.

“Está confirmado a greve para o próximo dia 13 e vai atingir os principais setores da cidade, como de transporte, saúde, obras e algumas secretarias da prefeitura. Sabemos que a prefeitura possui um déficit financeiro, mas não aceitamos que a prefeitura enxugue gastos às custas dos servidores”, diz Gilmar.

Questionado sobre a possibilidade dos serviços prestados pela prefeitura aos moradores serem prejudicados com a greve, o presidente da categoria afirma que a “finalidade é essa (afetar a cidade), a paralisação é necessária para que a população apoie os servidores, não é o servidor que tem que pagar os déficits da prefeitura, não é o servidor que causou esses problemas”, afirma Gilmar.

Hora extra
Além do vale alimentação, em setembro deste ano, um projeto do prefeito de Cruzeiro, Rafic Simão (PMDB), que pedia o aumento da carga horária dos servidores municipais, de seis para oito horas diárias, foi barrado pelos vereadores da cidade. O sindicato também alega que alguns servidores não receberam por horas extras trabalhadas e que o prefeito não mantém um diálogo com a representação sindical.

“Por conta de todos esses acontecimentos -vale alimentação, não retorno da carga horária de oito horas, falta de pagamento de hora extra e falta de respeito com a representação sindical-, vamos entrar em greve no dia 13 de outubro”, afirma Gilmar.

Outro lado
O prefeito Rafic Simão foi procurado pelo Meon, mas não atendeu às ligações. Até o fechamento desta reportagem, a assessoria da prefeitura não se posicionou sobre o assunto.

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