Termina sem acordo a reunião entre GM e sindicato sobre lay-off

A reunião entre a direção da General Motors e representantes do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos terminou sem acordo nesta sexta-feira (8). Este foi o segundo encontro para discutir a implantação de um lay-off (suspensão temporária dos contratos de trabalho) na unidade da montadora.

Escrito por: Do Meon2 min de leitura
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A reunião entre a direção da General Motors e representantes do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos terminou sem acordo nesta sexta-feira (8). Este foi o segundo encontro para discutir a implantação de um lay-off (suspensão temporária dos contratos de trabalho) na unidade da montadora.

Reunião sobre lay-off termina sem acordo na 2ª rodada de negociação

Segundo o sindicato a montadora se recusa a garantir a estabilidade no emprego para todos os trabalhadores da planta.

Por meio de nota, o sindicato informou que condicionou a aceitação do lay-off à estabilidade, mas a GM se manteve intransigente, deixando claro seu plano de realizar demissão em massa na fábrica. Ao final da reunião, os representantes da montadora afirmaram que enviarão, no início da próxima semana, uma carta ao Sindicato oficializando a proposta de lay-off, que será será submetida aos trabalhadores.

O sindicato teme que a GM demita os funcionários após o retorno da suspensão temporária, como aconteceu no último lay-off, realizado em 2012, quando 598 operários foram demitidos no início de 2013.

No primeiro encontro, realizado no dia 1º de agosto, a GM havia informado que bateria o martelo sobre a questão na reunião desta sexta-feira, o que não aconteceu. O complexo industrial tem cinco mil funcionários em São José e a montadora não informou quantos trabalhadores entrariam no programa.

Já o sindicato, por meio do presidente Antônio Ferreira de Barros, o Macapá, cobrou uma postura do governo federal em relação às possíveis demissões no setor automotivo. Para o sindicalista, após receber subsídios fiscais e recursos públicos da União, as montadoras deveriam se comprometer com a garantia de empregos.

PDV 
Um indicativo de que a empresa estaria na iminência de outra demissão em massa, segundo o sindicato, é o número de Processos de Demissão Voluntária abertos na GM nos últimos anos. De acordo com o sindicato, todos os meses a empresa oferece aos funcionários condições especiais para a demissão voluntária.  “De 2012 para cá, aproximadamente 2.500 trabalhadores saíram da empresa por meio do PDV. O clima entre os funcionários é de instabilidade por causa da indefinição da empresa”, diz.

Outro lado
Procurada pelo Meon, a assessoria de imprensa da GM não atendeu às ligações.

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