Trabalhadores da Chery de Jacareí iniciam greve por salários e direitos
Esta é a primeira greve na unidade que foi inaugurada em agosto de 2014


Esta é a primeira greve na unidade que foi inaugurada em agosto de 2014
Divulgação/SindMetal/SJC
Os trabalhadores da Chery, de Jacareí, iniciaram uma greve por tempo indeterminado na manhã desta segunda-feira (6), para pressionar a empresa a reconhecer a Convenção Coletiva da categoria, cumprindo assim os salários e direitos praticados no setor de montadoras da base do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos. A informação é do sindicato.
De acordo com o sindicato, na manhã desta segunda-feira, a produção na fábrica está 100% paralisada e os trabalhadores permanecem na porta da empresa. Essa é a primeira fábrica da Chery fora da China e a primeira greve desde que a unidade foi inaugurada, em agosto do ano passado.
Ainda segundo a categoria, desde que a fábrica iniciou suas atividades em Jacareí, o sindicato vem negociando a assinatura da convenção coletiva com a Chery. “Apesar disso, a empresa mantém a postura de se recusar a reconhecer os direitos da categoria e a própria legislação do país”.
“Dentre as práticas arbitrárias da empresa estão salários inferiores aos praticados no ramo de montadoras, terceirização ilegal, falta de equipamentos adequados para execução de tarefas, desrespeitos às normas de saúde e segurança no local de trabalho e péssima qualidade da comida”, diz a nota.
“A Chery pratica um piso salarial de R$ 1.199 para montador, enquanto um trabalhador com a mesma função na General Motors tem um salário inicial de R$ 3.500. A empresa também se recusa a praticar a jornada de trabalho de 40 horas semanais e a assegurar estabilidade no emprego para vítimas de acidente de trabalho ou de doenças ocupacionais, como está previsto na Convenção Coletiva da categoria”.
Durante a assembleia, os metalúrgicos votaram que o Sindicato inicie uma campanha junto aos governos municipal, estadual e federal para que pressionem a montadora a reconhecer os direitos da categoria. A unidade de Jacareí possui cerca de 470 trabalhadores e fabrica o modelo Celer nas versões Hatch e Sedan.
“Os metalúrgicos não aceitam que a Chery continue desrespeitando os direitos conquistados com muito esforço. A montadora está em pleno funcionamento e, portanto, deve respeitar os direitos praticados na categoria”, afirma o presidente do Sindicato, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá.
De acordo com a assessoria de imprensa da Chery, no dia 24 de março deste ano, os trabalhadores ameaçaram entrar em greve e a empresa rebateu todos os apontamentos feitos pelo sindicato. A Chery vem negociando com o sindicato e enviou uma contraproposta à categoria, que não foi aceita na manhã desta segunda-feira.
Ainda de acordo com a Chery, a paralisação deve acontecer por um período de 24 horas, mesmo tempo que a montadoira tem para apresentar outra contraproposta.
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