Trabalhadores da GM e Hitachi de S. José fazem ato pela saída de Dilma

Sindicato deu início à campanha “Fora todos eles e Eleições Gerais, já”

Escrito por: Do Meon3 min de leitura
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20160318_passeata trabalhadores general motors são josé dos campos_(Divulgação/SindMetal/SJC)

Trabalhadores da GM e Hitachi de S. José fazem ato pela saída de Dilma

Divulgação/SindMetal/SJC

Trabalhadores da GM (General Motors) e da Hitachi, ambas de São José dos Campos, fizeram atos na manhã desta sexta-feira (18), contra o Governo Federal e Congresso Nacional. As ações foram coordenadas pelo Sindicato dos Metalúrgicos e CSP-Conlutas e deram início à campanha “Fora todos eles e Eleições Gerais, já”.

De acordo com o sindicato, cerca de 1.500 funcionários da GM participaram de uma passeata de três quilômetros pela avenida General Motors. Já na Hitachi, os trabalhadores realizarem uma paralisação de uma hora na porta da fábrica.

O protesto na GM começou às 5h15, na entrada do primeiro turno da fábrica, e se estendeu até as 6h45. Com isso, a produção de veículos teve um atraso de duas horas, segundo o sindicato.

Na manifestação, foi exposta uma faixa exibindo fotos da presidente Dilma Rousseff e Lula, do PT,  Michel Temer, Renan Calheiros e Eduardo Cunha, do PMDB, e Aécio Neves, do PSDB. Bonecões representando Dilma e Aécio também foram levados à passeata.

“De nada adianta tirar a Dilma e manter o governo nas mãos de outros políticos que, além de estarem envolvidos em corrupção, não atendem aos interesses da classe trabalhadora. Somos contra o impeachment, porque isto representaria passar o poder para o Michel Temer, Cunha ou Renan, e nada mudaria”, disse o presidente do sindicato, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá.

“Defendemos a saída do governo Dilma e de todos os parlamentares, com a convocação de eleições para presidente, senadores e deputados. Também exigimos cadeia para todos os corruptos e confisco de seus bens para devolução do dinheiro roubado do povo”, completa Macapá.

Segundo o sindicato, a manifestação dos trabalhadores da GM e Hitachi foram as primeiras de uma série a ser organizada pela categoria e CSP-Conlutas, que também defendem a construção de uma greve geral no país.

“No dia 1º de abril, a CSP-Conlutas realizará um dia de lutas da classe trabalhadora. Vamos às ruas levar nossas bandeiras, contra essa política econômica que só privilegia empresários e banqueiros. Os maiores partidos do país, PT, PMDB e PSDB, defendem a mesma política em que os trabalhadores são penalizados com retirada de direitos, demissões, inflação e cortes no orçamento de serviços públicos. É preciso um terceiro campo contra o governo e a oposição de direita, que apresente as reivindicações da classe trabalhadora”, disse Luiz Carlos Prates, o Mancha, da Executiva Nacional da CSP-Conlutas.

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