Um ano após anúncio da GM, aporte de R$ 2,5 bilhões é incerto em São José
Um ano após anúncio de um investimento de R$ 2,5 bilhões para a produção de um novo modelo de veículo até 2017, a General Motors do Brasil ainda não definiu se o aporte será aplicado no complexo industrial de São José dos Campos, considerado pela montadora o mais caro do grupo no país.


Indonésia disputa com São José investimento de R$ 2,5 bilhões da GM
Divulgação/GM
Um ano após anúncio de um investimento de R$ 2,5 bilhões para a produção de um novo modelo de veículo até 2017, a General Motors do Brasil ainda não definiu se o aporte será aplicado no complexo industrial de São José dos Campos, considerado pela montadora o mais caro do grupo no país.
A possibilidade da vinda do montante para São José foi anunciada pela montadora em julho de 2013, após um acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos que culminou no fechamento do setor de MVA (Montagem de Veículos Automotores), com a demissão de 687 trabalhadores em dezembro do ano passado.
Para manter São José dos Campos no páreo pelo investimento, que prevê a geração de 2.500 empregos, o acordo reduziu o piso salarial aos novos funcionários para R$ 1.700 -quando foi negociado, o salário-base da categoria era de R$ 1.800.
No início deste ano, a imprensa chegou a noticiar que a fábrica reaberta em 2013 pela General Motorns na Indonésia estaria na disputa pelo aporte de R$ 2,5 bilhões. Até então, o complexo joseense era o único candidato a receber o aporte financeiro. A GM informou que não comenta especulações.
Reação
“A General Motors nos deve R$ 2,5 bilhões, 2,5 mil empregos diretos e um carro popular”, afirma o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá. “A GM assinou um acordo em 15 de julho de 2013 garantindo que o próximo grande investimento da montadora no Brasil viria para São José e o anúncio já tinha que ter sido feito”, conta.
Segundo Macapá, à época da assinatura, o diretor de Assuntos Institucionais da GM, Luiz Moan, disse que o anúncio seria feito naquele mesmo ano. “Depois, a empresa começou a adiar o anúncio, mês a mês. Agora, não se fala mais nisso”, afirma o sindicalista.
Na última quinta-feira (24), a montadora comunicou o Sindicato dos Metalúrgicos que pretende implantar o lay-off (suspensão temporária dos contratos de trabalho) na fábrica de São José. A medida aconteceu três dias após o retorno dos cinco mil funcionários que estavam em férias coletivas de 15 dias. Uma nova reunião foi agendada para o dia 1º de agosto para retomar as discussões.
Outro Lado
A General Motors foi procurada pelo Meon, mas não se pronunciou sobre o caso até o fechamento da reportagem.
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