Reitor da Unitau, José Rui declara: “estou com reserva de R$ 14 milhões”

O reitor da Unitau (Universidade de Taubaté) José Rui Carmargo prestou depoimento, nesta quinta-feira (3), sobre as denúncias em relação às dívidas acumuladas da universidade, na Câmara de Taubaté. O depoimento foi convocado pelos vereadores da cidade.

Escrito por: Moisés Rosa3 min de leitura
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Reitor descarta crise financeira na Unitau

Divulgação/Unitau

O reitor da Unitau (Universidade de Taubaté) José Rui Carmargo prestou depoimento, nesta quinta-feira (3), sobre as denúncias em relação às dívidas acumuladas da universidade, na Câmara de Taubaté. O depoimento foi convocado pelos vereadores da cidade.

A Comissão Parlamentar de Inquérito ouviu o reitor sobre as dívidas junto ao IPMT (Instituto de Previdência do Município) e da Fust (Fundação Universitária de Taubaté) junto ao INSS, além do não cumprimento da entrega de cesta básica e vale-transporte aos servidores públicos.

Em discurso na Câmara, José Rui descartou que a instituição de ensino está em crise financeira. “Os números mostram uma recuperação fantástica nas economias. Não é a realidade. Estou com uma reserva de R$ 14 milhões, o que representa mais de duas folhas de pagamentos dos funcionários.”, disse.

Sobre a dívida com o IPMT, Rui afirma que desde novembro de 2013, a Unitau cumpre com as parcelas e que para 2014 já possui verba destinada. Já para 2015, a universidade programa colocar as parcelas no orçamento.

Questionado do atraso da cesta básica e vale-transporte, além falta de plano de saúde, o reitor argumentou que já destinou recursos de cerca de R$ 4 milhões. Em relação aos débitos da Fust com o INSS, José Rui comenta que está em andamento 11 processos judiciais entre 1983 a 2000. “São 11 ações judiciais, e isso representa R$ 33,4 milhões. É CNPJ da Fust, não se relaciona à Universidade”, diz.

O presidente da Comissão Parlamentar, o vereador Douglas Carbonne (PCdoB), relata que o discurso de Rui confirma as problemáticas na gestão da ex-reitora Maria Lucila Barbosa. “Detectamos que as dívidas foram deixadas pela ex-reitora. Estávamos preocupados com os recursos e o cumprimento dos acordos”.

De acordo com Carbonne, a instituição projeta aumento nas verbas. “A expectativa é que até 2018 a Unitau esteja com R$ 25 milhões de recursos disponíveis. Isso nos deixa mais aliviado”.

Afastamento
Em dezembro de 2013, a Unitau afastou duas funcionárias da administração da instituição, por omitirem informações à CPI. As servidoras exerciam funções de diretora e chefe de setor.

Segundo o parlamentar, as funcionárias podem ter relação com facilitação de compras em licitações. “Alguma vantagem elas tinham para não repassar as informações. Uma das funcionárias tem uma empresa que prestava serviços e tinha compra direta. É algo totalmente ilegal”, completa.

As servidoras devem ficar afastadas até o resultado do relatório ser publicado pela CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito). A previsão é que o relatório seja publicado em 40 dias.

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