Relator admite mudança em parecer da Comissão de Ética sobre Maninho

Primeiro relatório foi favorável à abertura da investigação ao vereador

Escrito por: João Pedro Teles2 min de leitura
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Câmara decide futuro de Maninho nas próximas semanas

Divulgação/CMSJC

O relator da Comissão de Ética da Câmara de São José, Sérgio Camargo (PSDB), admitiu que o relatório que recomenda a abertura de processo contra o vereador Maninho Cem Por Cento (PTB) por improbidade administrativa e quebra de decoro parlamentar poderá ser alterado nas próximas semanas.

Acusado de usar um de seus assessores para fins particulares em horário de expediente da Câmara, Maninho ganhou um prazo extra de 15 dias de prazo para que a comissão reavalie o parecer.

O adiamento foi decidido na sessão em que o relatório seria votado pelo plenário –a medida, articulada pela bancada governista, teve o aval do presidente da casa, Juvenil Silvério (PSDB).

Segundo Sérgio, apesar de a Comissão de Ética ser inicialmente favorável ao pedido de investigação, a situação pode mudar caso Maninho consiga usar essas duas semanas para apresentar contraprovas.

“Isso não era previsto no Código de Ética. Mas, em todo caso, se houver algum fato novo que a gente não conheça, uma prova diferente que o Maninho possa nos apresentar nesse tempo, pode ser que [o parecer] mude”, afirma.

Sessão tensa

A manobra que garantiu o prazo extra de 15 dias para Maninho dividiu a base governista.

Um dos mais insatisfeitos com a decisão foi o presidente da Comissão de Ética, Lino Bispo (PR).

“Sinceramente, para mim não dá para entender. Não vi a necessidade que fosse encaminhado dessa forma. Não sei, inclusive, se isso tem embasamento jurídico. O que cabia à Comissão de Ética, a gente fez”, disse Lino.

Afilhado político do ex-deputado Alexandre da Farmácia (PTB), Maninho Cem Por Cento cumpre o seu primeiro mandato na Câmara. Ele foi eleito com 3.491 votos – o 18º mais votado entre os 21 eleitos para a atual legislatura.

Atualmente, Maninho é alvo de uma investigação no Ministério Público por suposto uso de um assessor de seu gabinete na Câmara, durante horário de expediente, no balcão de anúncios de um jornal que o vereador edita na zona leste de São José.

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