Representantes da RMVale discutem segurança e sustentabilidade

Conselho detalha sistema de câmeras e a transformação de cavas de mineração

Escrito por: Bruna Pires3 min de leitura
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Rubens Fernandes representa prefeito de Pinda em mesa do conselho

Bruna Pires/Jornal Atos

A décima reunião do Conselho de Desenvolvimento da RMVale (Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte), realizada nesta semana em Pindamonhangaba, apresentou o projeto de vídeo monitoramento das cidades do Vale do Paraíba e relatórios dos trabalhos da Câmara Temática de Mineração. Rubens Fernandes representou o prefeito de Pinda, Vito Ardito, no evento.

O encontro, que contou com a presença dos prefeitos das cidades que integram o conselho e representantes da segurança pública, iniciou com a apresentação do projeto de vídeomonitoramento, que tem como objetivo melhorar a segurança pública por meio de um sistema integrado de câmeras. A apresentação do projeto foi feita pelo representante da Escola de Sociologia e Política, André Galvão, cuja empresa venceu a licitação para desenvolvê-lo.

De acordo com Galvão, o sistema de monitoramento vai auxiliar as forças de segurança pública de três regiões do estado de São Paulo: Vale do Paraíba e Litoral Norte, Baixada Santista e a região de Jundiaí. O projeto também prevê a integração de sistemas já existentes nas cidades, com foco na resolução de casos de latrocínio, homicídio, roubos e furtos.

O subsecretário de Estado de Desenvolvimento Metropolitano, Edmur Mesquita, destaca a importância do projeto. “Essa política de segurança pública, não somente aqui para o Vale do Paraíba e Litoral Norte, mas para o estado de São Paulo, é uma questão estratégica. Todos nós sabemos da importância da definição destas ações, para que os índices de criminalidade no estado diminuam”.

Mesquita ainda ressalta que a apresentação do projeto foi a primeira etapa, em seguida será feita a adequação do que foi apresentado com o auxílio da Polícia Militar, para só então as ações serem colocadas em prática.

Na sequência, o subsecretário de Mineração, José Fernando Bruno, apresentou o relatório dos trabalhos da Câmara Temática de Mineração e defendeu a reutilização das cavas, transformando-as em áreas sustentáveis. “Não tem nada dificultoso para fazer, é uma questão de sentar os poderes públicos Estadual, Municipal, Ministério e empresários da mineração, para dar um planejamento para a otimização desses espaços. O que não pode mais é trabalhar com a mineração como uma atividade fim, ela é a atividade meio. Tem que se preparar nesse planejamento para uso futuro da área, transformar em parque, em lago de recreação ou de produção de peixe”.

As ações propostas nos relatórios vão ao encontro de ações sustentáveis para diminuir o impacto ambiental. Locais como o parque do Ibirapuera, Raía Olímpica da USP e parque Vila Lobos eram cavas que foram reutilizadas.

“Não há ainda estudo para os próximos 200 anos de um substituto para a areia, portanto temos que conviver com este impacto ambiental, então vamos torná-lo sustentável”, finaliza Bruno.

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