RESENHA: Oxigênio: memórias na sanidade da claustrofobia
Em contagem regressiva para ficar sem oxigênio, a mulher precisa conseguir escapar da cápsula criogênica no filme francês “Oxigênio” da Netflix


No filme dirigido por Alexandre Aja, a atriz Mélanie Laurent vive Elisabeth Hansen, cientista que acorda sem memória em uma cápsula criogênica. Confinada e não sabendo como foi parar naquele cubículo, além de não lembrar quem é, ela só conta com a ajuda da inteligência artificial MILO (Mathieu Amalric) para salvar sua vida, já que o oxigênio na cápsula tem seu tempo contado.
Ao longo da trama, Elizabeth vai recuperando a memória e necessita lembrar suficientemente de seu passado para sair de lá. Não sabendo o que é realidade ou não, ela precisa encontrar sabedoria dentro de um ambiente extremamente claustrofóbico, que a todo momento parece desesperá-la. O suspense do filme é construído em cima das memórias que ela vai descobrindo e fatos que vem se desdobrando até chegar à verdade.
Embora não tenha uma moral, o filme pode passar a mensagem de que é necessário valorizar cada segundo da vida e quem amamos. Esse assunto marca o mundo atual, principalmente ao pensarmos na situação pandêmica, no qual a vida passou a ser mais valorizada. As pessoas ficaram em casa precisando aprender a como se ajustar a essa nova realidade, buscando sabedoria para aprender a ter esperança e a conviver com a saudade.
Com supervisão de Giovana Colela, jornalista do Grupo Meon.
3° ano do Ensino Médio do Colégio Poliedro, em São José dos Campos
