Rio de Janeiro tem roteiros além dos clássicos
Cristo, Pão de Açúcar, Santa Teresa: você não precisa da nossa ajuda para saber quais são os roteiros clássicos do Rio. Mas, se você estiver em busca de um programa diferente, o jornalista Sérgio Bloch, autor do “Guia Carioca de Gastronomia de Rua” (1 e 2) e do “Guia Gastronômico das Favelas do Rio” dá o caminho das pedras.


Guia revela outras belezas além das já conhecidas no Rio
Divulgação
Cristo, Pão de Açúcar, Santa Teresa: você não precisa da nossa ajuda para saber quais são os roteiros clássicos do Rio. Mas, se você estiver em busca de um programa diferente, o jornalista Sérgio Bloch, autor do “Guia Carioca de Gastronomia de Rua” (1 e 2) e do “Guia Gastronômico das Favelas do Rio” dá o caminho das pedras.
Em qualquer lugar do mundo, segunda-feira costuma ser um dia com cara de ressaca de fim de semana, sem muitos atrativos. Mas Sérgio Bloch indica um programa bacana, essencialmente carioca para o fim de tarde: o samba da Pedra do Sal, na Gamboa.
“O samba é de graça, é só chegar”, diz. Para aguentar o batuque sem perder a energia, peça um dos caldos ou o angu à baiana da Lucinha, que fica na mesma rua. “Ela é bem conhecida, está há anos ali. Com menos de R$ 10 você come pra caramba.”
Morro acima
Não é de hoje que subir o morro virou programa turístico. Bloch indica o Morro Santa Marta, onde foi instalada a primeira Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), em 2008. Todo primeiro sábado do mês é realizado o Pôr do Santa, uma roda de samba gratuita numa área conhecida como Laje do Michael Jackson, por volta das 16 horas. Isso porque o local foi um dos pontos visitados pelo cantor para a gravação do clipe “They Don’t Care About Us”, em 1996 – no local, há até uma estátua e um painel assinado por Romero Britto em homenagem ao rei do pop.
Dali, se tem uma vista espetacular do Rio. E, para subir, é preciso tomar o bondinho, que transporta cerca de 2 mil pessoas por dia e sai da Rua São Clemente, em Botafogo. São cinco estações e 10 minutos até alcançar o topo. “Vai muito gringo, mas é uma experiência autêntica.”
Churrasco
Ok, sabemos que se você for ao Rio não vai resistir em emendar uma praia. Indicar o Posto 9 em Ipanema é muito óbvio para você? Pois Sérgio Bloch dá uma dica extra para “alimentar” seu programa: o choripán do Uruguaio. “É um churrasco no pão, divino”, explica Sérgio. “O Uruguaio está ali há 30 anos, todo mundo o conhece e tem uma tremenda história de vida. Fugiu da ditadura e criou a família vendendo esse sanduíche.” Como aos domingos a orla fica fechada para os carros, você pode aproveitar para alugar uma bicicleta e seguir para o MAM, no Aterro do Flamengo. Um passeio tranquilo, de 10 quilômetros. “Há muitos bons quiosques de comida nas imediações. E dá para entrar no MAM, que sempre tem coisa boa.”
Posts Relacionados

Bienal Literária de Taubaté recebe inscrições de escritores e editoras até 24 de outubro


Fundação Cultural de São José disponibiliza guia online com programação de setembro
