Por João Pedro Teles Em RMVale

Cerca de 800 agentes penitenciários cruzam os braços na RMVale

Cerca de 800 agentes penitenciários de quatro CDPs (Centros de Detenção Provisória) e penitenciárias da RM Vale aderiram à greve estadual da categoria. A paralisação teve início nesta terça-feira (11) no CDP de São José dos Campos.

Na quarta-feira (12) agentes de Taubaté também resolveram cruzar os braços após assembleia. Duas penitenciárias de Potim e uma das quatro unidades de Tremembé também aderiram à greve.

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Agentes do CDP de São José dos Campos aderiram à greve estadual

Warley Leite/ Meon

De acordo com o Sindicato, os agentes das unidades paralisadas realizam apenas serviços essenciais como alimentação, cuidados com a saúde e banho de sol. Já o trabalho de escola para os detentos, transferência para outras localidades, escolta externa e recebimento de novos condenados estão suspensos por tempo indeterminado.

A greve, que teve início no dia 10 nos presídios do Estado, ganhou força na região quando o Sifuspesp (Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo), outro sindicato que representa a classe e que tem grande penetração na RM Vale, também engrossou o movimento dos grevistas.

Reivindicações
Os agentes penitenciários pedem aumento salarial de 20,64%, número limite de detentos por presídio, além da bonificação de R$ 8.000 por ano para profissionais com 100% de assiduidade. O Sindicato também pleiteia aposentadoria integral após 25 anos de trabalho.

"Além disso, nossa meta é extinguir duas das oito classes salariais dos agentes. Nossa proposta é de excluir as duas últimas, fazendo com que cada profissional suba uma automaticamente. Mas o Estado quer terminar apenas com uma", afirma o secretário geral do Sindasp-SP, Cícero Félix.

Sentinelas
Enquanto do lado de dentro os agentes em greve limitam-se aos serviços essenciais, fora das unidades, os profissionais de folga ficam de sentinela, para impedir que viaturas com detentos entrem ou saiam.

O Meon apurou que a adesão só não é maior porque profissionais estão sentindo-se acuados. Há inclusive denúncias de e-mails da rede interna, enviados pela SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) coibindo a participação.

Outro lado
Por meio de nota, a SAP afirma que apresentou aos agentes um conjunto de propostas que representariam ganhos reais aos servidores. A Secretaria culpa o Sindicato de prejudicar a comunidade ao rejeitar as propostas e estimular a manutenção da greve.

A nota ainda afirma que 68 das 158 unidades prisionais paulistas estão com atividades externas prejudicadas. Atividades que, segundo o Estado, são direitos garantidos por lei a todos os detentos.

Para finalizar, a Secretaria reitera que " o interesse de uma classe não pode ser maior do que o interesse da população".

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