Antiga Cesp encerra serviço de balsas em Paraibuna e Natividade em junho
A partir desta data, serviço deve ser prestado pelas prefeituras, diz contrato de concessão

A Auren Energia, antiga Cesp (Companhia Energética de São Paulo), vai encerrar o serviço de transporte por balsas em Paraibuna e Natividade da Serra a partir do dia 3 de junho, conforme contrato de concessão.
Atualmente, as embarcações transportam passageiros entre os bairros Capim d’Angola e Ribeirão Branco, em Paraibuna, e entre o Bairro Comércio e o Varginha, em Natividade.
Os prefeitos das duas cidades afetadas, Vitão Miranda (PSDB) e Evail Augusto (PSB), são contra o fim do transporte e alegam que já propuseram ação para que o governo de São Paulo ou o Federal assumam a continuidade do serviço. “Estamos marcando para ir para Brasília fazer uma agenda, junto com o ministro, para que não parem esse serviço. Pessoas humildes, pessoas simples serão prejudicadas”, afirmou o prefeito Vitão.
“Natividade da Serra é o terceiro menor município do Vale e o quarto menos desenvolvido do estado. Essa situação que o município vive hoje se deve, principalmente, à construção do reservatório de Paraibuna. Não vamos permitir que nos passem esse ônus”, complementou o prefeito Evail.
Outro lado
Em resposta ao Portal Meon, a Auren Energia explicou que o serviço prestado na região da UHE (Usina Hidrelétrica) de Paraibuna era uma obrigação temporária imposta à empresa pelo edital de privatização da antiga Cesp. Tal obrigação será cessada em 3 de junho, a partir daí, as prefeituras é que devem manter o transporte pelas balsas, como previsto na Constituição Federal.
“O transporte de passageiros ou operações de balsas é uma atividade de conhecimento técnico especializado, que requer expertise totalmente diferente daquelas relacionadas à geração de energia elétrica, razão pela qual a Auren presta os serviços de transporte de balsas apenas por conta da temporária obrigação contida no referido Edital de Privatização”, fato que, segundo a empresa, é conhecido das prefeituras.
A companhia acrescentou que, desde 2020, avisa ambas as prefeituras por reuniões e notificações formais sobre a necessidade de que as administrações das cidades providenciem condições para que o serviço seja mantido.
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