RMVale

Codivap envia ofício ao Governo de SP cobrando mais doses da vacina contra a Covid para a RMVale

A associação informou que o número de doses enviadas para imunizar 100% do público-alvo é insuficiente

Escrito por Julia Lopes

23 ABR 2021 - 11H56 (Atualizada em 23 ABR 2021 - 12H55)

Divulgação/PMSJC vacina coronavac  (Divulgação/PMSJC)

Nesta quinta-feira (22), o Codivap, a Associação de Prefeitos do Vale do Paraíba, enviou um ofício ao Governo de São Paulo solicitando mais doses para completar a vacinação  contra a Covid-19 dos grupos na RMVale. O ofício foi assinado pelo prefeito de Jacareí e presidente do Codivap, Izaias Santana (PSDB).

Segundo o documento, as doses enviadas pelo Estado aos municípios da região, não estão sendo suficientes para cobertura de 100% do público-alvo estabelecido pelo Ministério da Saúde na Campanha de Vacinação.

A associação informou que as referências usadas para calcular a quantidade das doses de vacinas a serem enviadas não correspondem à realidade atual das cidades da RMVale.

Além do crescimento populacional da região, o Codivap ressaltou sobre a grande procura da vacina contra a Covid-19 pelos grupos aptos a receberem a imunização. Diferentemente do que ocorre nas campanhas contra a gripe, em que o interesse de receber a vacina é muito menor.

Outro fator ressaltado pelo ofício que contribuiu para a falta de doses, é que nos municípios de menor porte populacional e do litoral, há uma população adicional de idosos que vieram de grandes centros buscando refúgio neste período da pandemia, que estão sendo imunizados nestes lugares.

Em levantamento realizado pelas equipes de saúde locais, como também nos cadastros oficiais de profissionais para imunização, foi observada "uma discrepância expressiva entre o quantitativo populacional, com base no qual é calculada a quantidade de primeiras doses enviadas e, posteriormente, o envio também para as segundas doses, e as populações reais dos municípios".

A Codivap ressaltou ainda que os frascos da vacina Coronavac do Buntantan, que deveriam vir com 10 doses por frasco, está vindo apenas com 8 a 9 doses, quantidade menor do que o informado nas ampolas das vacinas. A quantidade inferior do imunizante também foi observada nos lotes destinados às segundas doses na região.

As queixas técnicas estão sendo reportadas no site do Centro de Vigilância Sanitária CVS, conforme orientado no Documento Técnico da Campanha de Vacinação contra Covid- 19.

“A insuficiência do número de doses necessárias para cobertura total do público alvo provoca uma situação de muita revolta e insatisfação nas pessoas não vacinadas, indignação na população local e pressão da imprensa gerando um cenário de muita tensão e desgaste para os gestores municipais”, informou a Codivap no ofício.

Por conta disso, a associação dos prefeitos da RMVale, fez um levantamento das doses necessárias para suprir a demanda da população que deve ser vacinada por cidades na RMVale. Veja a tabela abaixo:

Créditos/Codivap
Créditos/Codivap


Por fim, a Codivap solicitou o envio urgente das doses necessárias para que “o caos não se estabeleça e os municípios possam continuar vacinando as faixas etárias e prosseguir com as seguintes, garantindo a cobertura da população considerada prioritária”, finalizou o ofício.

Resposta da Secretaria de Saúde do Estado

Em nota, a Secretaria de Saúde do Estado respondeu que o CODIVAP deveria cobrar o Ministério da Saúde por mais doses ao invés de concentrar a responsabilidade no Governo do Estado, que está cumprindo com seus compromissos.

Segundo a Secretaria, foram destinadas à região do Vale do Paraíba e Litoral Norte mais de 550,5 mil doses. No entanto, a RMVale registrou apenas 512,9 mil aplicações da vacina até esta quinta-feira (22) na plataforma VaciVida. “O que evidencia um ‘saldo’ de pelo menos 37,6 mil doses que deveriam ter sido administradas pelos municípios, a quem cabe tomar providências e trabalhar com transparência em relação ao consumo das grades enviadas”.

O órgão informou que à medida que o Ministério encaminha as doses das vacinas de Covid-19 para o Estado, a Secretaria de Saúde envia as doses em tempo adequado, em quantidade idêntica para aplicação de primeira e segunda dose. As grades de distribuição levam em conta o público integral e são acompanhadas das recomendações para aplicação.

A Secretaria da Saúde enfatizou ainda que o PEI (Plano Estadual de Imunização) é claro e objetivo, cabendo às Prefeituras utilizar as vacinas de acordo com os critérios técnicos e públicos, ou seja, devem respeitar as faixas etárias e grupos estipulados, e também o intervalo de tempo de aplicação entre doses (até 28 dias para a vacina do Butantan e até 12 semanas para a da Fiocruz).

Além disso, o órgão esclareceu que a campanha tem como referência, estatísticas populacionais estabelecidas pelo PNI (Programa Nacional de Imunizações). Este mesmo critério é utilizado em São Paulo para destinação aos municípios.

Por fim, a Secretaria de Saúde informou que a execução da campanha, com organização e distribuição de quantitativos na rede de saúde, bem como aplicação das doses na população, "é responsabilidade dos municípios. Estes também são responsáveis por cadastrar devidamente todos os vacinados na plataforma VaciVida, justamente para dar transparência à população e ajudar no monitoramento do ritmo de vacinação".

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Por Julia Lopes, em RMVale

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