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GM propõe estabilidade para metalúrgicos para adoção de layoff na fábrica de São José

Vice-presidente do Sindicato apresentou a proposta nesta quinta (28) por vídeo, após assembleia ter sido cancelada

Escrito por Bruna Oliveira

28 OUT 2021 - 13H23 (Atualizada em 28 OUT 2021 - 13H54)

Divulgação/ Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos General Motors propõe estabilidade para metalúrgicos de São José (Divulgação/ Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos)

A General Motors propôs estabilidade aos metalúrgicos para a adoção de layoff na fábrica, nesta quinta-feira (28). A proposta, que ainda será votada em assembleia, prevê a garantia de estabilidade no emprego para todos na fábrica e a efetivação de cerca de 300 temporários. A assembleia estava marcada para hoje, mas foi cancelada em razão da chuva e ainda será remarcada.

A GM pretende suspender o segundo turno da produção da picape S10, a partir de 8 de novembro, colocando até 700 trabalhadores em layoff. A medida pode durar de dois a cinco meses. A suspensão do turno é consequência da falta de semicondutores no mercado, que afetou todo o setor automotivo.

A condição de estabilidade no emprego para todos enquanto durar o layoff foi uma exigência dos trabalhadores. Outra reivindicação foi a efetivação dos temporários. Durante o período de suspensão, será garantido 100% do salário líquido e o pagamento do FGTS. O regime de layoff prevê que uma parte dos salários seja paga com recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador).

Leia MaisCarvalho Pinto é liberada após quase 10 horas de interdição no trecho de JacareíConfira o que abre e fecha no Dia do Servidor Público em São JoséShopping promove comemoração de Halloween gratuita em São JoséEsta é a quarta suspensão de contratos de trabalhadores realizada pela GM, desde o início da pandemia. A área de produção da picape S10 possui 2.200 trabalhadores. Ao todo, a fábrica de São José dos Campos possui cerca de 3.800 funcionários e também produz o modelo Trailblazer.

“Esta proposta é resultado da luta dos metalúrgicos em defesa dos empregos e direitos. A falta de semicondutores não pode ser jogada nas costas dos trabalhadores, que já estão sendo penalizados demais com a crise criada por esse governo”, afirma o vice-presidente do Sindicato, Valmir Mariano.

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Por Bruna Oliveira, em RMVale

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