Grupo faz manifestação contra feminicídio em São José; ex-marido é o principal suspeito e está foragido
A vítima foi encontrada carbonizada em São Paulo um dia após o desaparecimento






Neste domingo (16), um grupo fez uma manifestação em São José dos Campos contra o assassinato da agente educadora Priscila Tatiane Gonçalves de Almeida da Silva, de 28 anos. O ex-marido da vítima é o principal suspeito e está foragido.
O ato foi organizado pela família de Priscila, mas contou com a presença e apoio do movimento Resistência Feminista. Por se tratar de uma servidora, o Sindicato dos Servidores Municipais de São José também apoia a manifestação.
Cerca de 100 pessoas se concentraram na praça do Sapo às 10h30. O grupo passou pela Rua XV de Novembro, seguiu até a igreja Matriz e parou no Banhado. As pessoas fizeram a passeata segurando balões brancos que foram soltos no fim do ato.
Os participantes pedem justiça por Priscila, mas também se manifestam contra os feminicídios e violência contra a mulher.
Entenda o caso
A Polícia Civil procura por homem, de 34 anos, suspeito de matar a ex-esposa, Priscila Tatiane Gonçalves de Almeida da Silva, de 28 anos, no último dia 17 de julho. Ela foi encontrada carbonizada um dia após o desaparecimento.
Priscila teria saído para fazer compras em um supermercado por volta das 19h, ainda em São José dos Campos, e não vou voltou mais. O irmão da vítima acionou a polícia após não ter mais notícias sobre a jovem.
De acordo com a Polícia Civil, a investigação começou em 18 de julho, quando o corpo da vítima foi encontrado no carro ainda em chamas no Jardim Ângela, zona leste de São Paulo. Moradores viram o carro pegando fogo em uma estrada pouco movimentada e acionaram o Corpo de Bombeiros. A corporação apagou o fogo e encontrou a vítima no banco de trás do veículo.
No local, a polícia encontrou uma lata e uma garrafa, ambas de cerveja dentro do veículo. O corpo da vítima foi levado para a perícia, junto com os objetos apreendidos. A apuração do DHPP (Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa) da capital do estado conseguiu identificar da vítima, que seria de Priscila.
Ela teve dois filhos com o suspeito, com quem teve um relacionamento de quase 10 anos. Eles estavam separados há mais de um mês. A Polícia Civil trabalha o crime como passional.
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