Por Cris Lopes Em RMVale

Mãe de cadeirante reivindica melhorias em serviço de transporte público

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Ônibus do transporte público de São Sebastião

Felipe Prates/Divulgação

Depois de esperar duas horas no centro de São Sebastião por um ônibus com rampa elevatória a caminho da Costa Norte e ser convidada a descer do coletivo por motivos de segurança, com a filha de nove anos, cadeirante, poucos quilômetros depois, Catiane Pacheco dos Santos disse ter chegado ao seu limite. “Tive que descer no Porto Grande porque o cinto de segurança que deveria prender a cadeira no ônibus estava quebrado e até a minha casa são muitas curvas e poderia colocar a minha filha em situação de risco”, disse.

As dificuldades que enfrenta com a filha para se deslocar do bairro Canto do Mar para ir ao médico ou realizar exames na região central não se refere apenas às condições dos equipamentos contidos nos ônibus. Segundo Catiane outro problema enfrentado é a falta de sensibilidade. “Há motoristas que têm preguiça de ajudar e diz que o equipamento está quebrado, mas tem alguns profissionais ‘que salvam’. O transporte público com segurança para cadeirantes é um direito que precisa ser respeitado e o que passamos é humilhação”.

Ainda de acordo com Catiane, a filha fica bastante constrangida e chora por não entender a situação. “Foi por isso que cheguei ao meu limite. Quando desci do ônibus liguei para a polícia para relatar o que havia ocorrido”, disse. Tempo depois, a empresa enviou um ônibus com rampa para atender à mãe e sua filha. “Ainda assim estava com um dos cintos quebrados”.

Questionada pela reportagem, a empresa Ecobus declarou que 33 veículos da frota que serve à população dispõem de elevador para o transporte de cadeirantes, o que representa 75% do total em dias úteis. Ainda de acordo com a empresa, os veículos estão distribuídos em todas as linhas.

Sobre a manutenção dos mesmos, a empresa diz que a manutenção periódica é feita em horários que não afetem a utilização dos veículos nas linhas. “Atualmente possuímos turnos de manutenção na parte da manhã/tarde/noite e a manutenção periódica e corretiva destes equipamentos são feitas nestes horários”, disse em nota.

Questionada sobre até quanto tempo um usuário cadeirante morador das costas Norte ou Sul, ou Centro pode esperar por um veículo adequado, a Ecobus informou que, “dependendo da linha apenas o intervalo entre uma viagem e outra, por exemplo: Na linha 51 (Cidade x Boracéia) temos um horário que sai as 08:40 da rodoviária e após este horário possuímos outro que sai as 09:10 também da rodoviária, neste caso o intervalo é de 30 minutos pois nos dois são utilizados veículos com elevador”.

Para melhorar a qualidade do serviço prestado, a Ecobus alega que possui parceria com entidades representativas de pessoas com deficiência e também com o Centro de Reabilitação da Topolândia “com o intuito de identificar as dificuldades enfrentadas pelos cadeirantes e portadores de deficiência física na utilização do transporte coletivo buscando mitigar os transtornos enfrentados dia a dia”. Segundo a empresa, essas entidades também colaboram participando de treinamentos e reciclagens periódicas desenvolvidas pelo nosso departamento de RH.

Sobre o ocorrido com Catiene e a filha, a Ecobus diz ter tomado conhecimento através de contato telefônico “e de imediato deslocou um veículo para dar o pronto atendimento. O veículo foi remanejado para correção/manutenção e já está em operação”.

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