Prefeito de São José critica decisão que suspendeu reabertura parcial do comércio

“A decisão judicial não considerou todos os dados, informações técnicas, nosso levantamento científico, tão pouco questionou os números que nós apresentamos”, disse Felicio.

Escrito por: Meon Redação2 min de leitura
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Reprodução/Facebook
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Em um vídeo postado em suas redes sociais nesta quarta-feira (22), o prefeito de São José dos Campos, Felicio Ramuth (PSDB), criticou a decisão da Justiça que suspendeu o decreto que previa a reabertura gradativa do comércio na cidade a partir do dia 27 de abril.

O prefeito afirmou que a Justiça não teria considerado o estudo que a prefeitura teria utilizado para optar pelo ‘isolamento seletivo’. Felicio afirma ainda que a prefeitura não teria sido questionada em relação a esses dados.

“A decisão judicial não considerou todos os dados, informações técnicas, nosso levantamento científico, tão pouco questionou os números que nós apresentamos, mas sim, se baseou no impacto regional que poderia causar essa decisão e a falta de infraestrutura para atender as demais cidades”, pontuou o prefeito. Para Felicio, a estruturação do setor da saúde é de responsabilidade do Governo do Estado.

De fato, na decisão, a Justiça afirmou “[…] que o sistema público de saúde se organiza de forma regional. É notório que pequenos municípios da região, a exemplo de Paraibuna, Santa Branca e Monteiro Lobato, não têm estrutura de atendimento médico-hospitalar para fazer frente aos efeitos da Pandemia de COVID-19 e que pacientes dessas e de outras cidades serão encaminhados à rede de saúde de São José dos Campos; organizada regionalmente pelo SUS”.

Outra crítica de Felicio é que, segundo ele, há duas semanas, a Justiça concedeu aos idosos o direito de usar o transporte público durante a quarentena. A prefeitura havia suspendido as passagens gratuitas dos idosos a fim de mantê-los em casa.

“Para preserva-los em casa, nós teríamos suspendidos seus passes de ônibus e a mesma Justiça disse que não poderíamos fazer isso […] essa mesma Justiça impede o comerciante de exercer suas atividades. Parece um grande contrassenso. A nós só cabe recorrer dessa decisão que, ao meu ver, prejudica, não só a cidade, mas toda a nossa região”, finalizou Felicio.

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