São José vira celeiro de jovens talentos da tecnologia
Joseense criador do Pagar.me integra lista de jovens mais influentes da Forbes


Grupo desenvolveu aplicativo que transforma smartphone em mouse
Divulgação
Capital da tecnologia, São José dos Campos vem se afirmando também como um grande celeiro de jovens promissores na área. Na lista divulgada na edição de fevereiro da revista Forbes, com os trinta jovens mais influentes do Brasil, Henrique Dubugras, de São José dos Campos, aparece por ser um dos fundadores da Pagar.me, empresa do ramo de pagamento virtual.
Na lista, que conta apenas com nomes abaixo dos trinta anos, o jovem empresário um dos dois nomes da região, dividindo espaço com nada menos do que o campeão mundial de surfe Gabriel Medina.
Dugubras e seu sócio Pedro Franceschi foram escolhidos pela trajetória meteórica e precoce de atuação no ramo da tecnologia. O joseense estuda atualmente na universidade de Stanford, nos Estados Unidos. O Gateway, solução de pagamento online criado pela dupla, deve transacionar R$ 500 milhões em 2015.
“Entrar nessa lista ao lado de grandes nomes e ver o nosso trabalho reconhecido é uma motivação para continuarmos inovando e buscando o melhor para nossos parceiros e todo o país”, comenta.
E o empreendedorismo digital é incentivado desde cedo na cidade. Recentemente um grupo de três alunos do instituto Alpha Lumen, de São José, criaram um aplicativo que transforma o smartphone em um mouse para notebooks.
Igor Cobra, de 15 anos, Jonathan Lima, 17, e Victor Pedrota, de 13, transformaram uma necessidade em oportunidade de criar uma nova solução digital.
“A ideia apareceu em um dia que eu esqueci o meu mouse em casa. E aí pensei que seria legal que o celular tivesse essa função também. Conversei com os meus amigos e minha professora, que nos orientou nesse projeto”, afirma Igor Cobra.
Foram três meses de trabalho na escola durante os finais de semana para desenvolver o app, que utiliza o acelerômetro, peça responsável por calcular os movimentos do telefone.
“Foi o primeiro aplicativo que eu desenvolvi. O mais difícil mesmo foi o início, saber o que iríamos fazer, quais seriam as funções do aplicativo. Essas questões da elaboração da ideia mesmo”, afirma.
O aplicativo ainda não está disponível nas lojas virtuais, o que ainda está sendo estudado pelo grupo em parceria com os professores.
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