Vídeo: Donos de restaurantes e bares reivindicam apoio da prefeitura durante protesto em São José dos Campos

O município segue o Plano São Paulo de retomada consciente, com as atividades que são liberadas pelo governo estadual

Escrito por: Caroline Corrêa4 min de leitura
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Donos de bares e restaurantes de São José dos Campos se reuniram, na tarde desta sexta-feira (03), para reivindicar o direito de reabrir os estabelecimentos comerciais. A manifestação aconteceu no mirante Mário Galvão, na região central da cidade.

Aos gritos de ‘me deixe trabalhar’, o protesto durou cerca de uma hora, com a presença de mais de 100 empresários, que vestiam camisas pretas, usavam máscaras e seguravam placas com diversas frases de efeito. Eles fizeram duas filas, respeitando o distanciamento social. O ato foi pacifico e finalizado com um buzinaço.

Filha de donos de restaurante, Aline Cézar representou os pais. “Nossa manifestação é um grito de socorro, a gente luta pela liberdade de igualdade, pela flexibilização”, desabafa. “A gente sabe que não cabe à prefeitura decidir a reabertura, mas com esse protesto a gente quer fazer ser ouvido”, completa.

De acordo com o Sinhores (Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares) o objetivo da manifestação é chamar atenção do poder público sobre a desigualdade da reabertura. “Assim como os outros segmentos que estão abertos, nós também queremos o direito de abrir”, ressaltou Ricardo Sampaio, vice-presidente do Sindicato.

Ele explicou ainda que as reinvindicações da categoria vão muito além da reabertura. “Nós queremos que o governo municipal crie um fundo municipal pra ajudar essa categoria que é a última da escala de reabertura, assim como outros, como salão e academia que tão passando por esses problemas”, conta. “A gente pede junto à prefeitura um acordo com concessionárias de água, luz e gás”, complementa.

O sindicato informou que a crise tem fechado um restaurante ou bar a cada três. “O número tende aumentar, a taxa de desemprego está disparando e nós representamos 10% do PIB paulista. É um setor muito importante”, explica Sampaio.

Fernanda Heringer, dona de dois estabelecimentos do ramo, viu a crise chegar de perto. “Nós tivemos que fechar uma porta de um estabelecimento que ia completar dois anos e colocamos dez funcionários na rua”, conta. Ela ainda disse que o outro estabelecimento, uma enoteca de vinhos, está com o faturamento de 10%. “Mesmo com o delivery, não fecha o faturamento, não paga boleto”, desabafa.

Para a Thais Okamoto, dona do Empório Peixes e Cia, o documento enviado para a gestão pública pode ajudar a categoria. “Estamos aqui pedindo ajuda da Prefeitura, porque sem a ajuda deles, a gente vai quebrar”, diz. A chef ainda contou que está trabalhando 50% a mais durante a pandemia, já que precisou suspender contratos e rever todos os processos de preparo do restaurante para se adequar à nova realidade. “Eu me afastei da minha família para dar conta do meu negócio sobreviver”. Ela ainda ressaltou que o delivery não supera o volume que ela tinha antes da pandemia.

Em nota, a Prefeitura informou que Felicio Ramuth (PSDB) recebeu o sindicato após o ato.

O Prefeito relembrou a categoria que em abril fez o isolamento seletivo, que dividia as atividades econômicas em dois grupos. “O primeiro grupo incluía o comércio e serviços em geral, comércio da rua XV de Novembro, rua Sete de Setembro e loja de shopping, shoppings centers, salões de beleza, além de escritório prestadores de serviços e vendas. No segundo grupo, estavam os bares, lanchonetes, padarias e restaurantes”, diz nota.

Porém, a Justiça proibiu a Prefeitura de colocar o decreto em prática, determinando que o município seguisse as orientações do governo estadual.

São José dos Campos segue o Plano São Paulo de retomada consciente, com as atividades que só podem ser liberadas pelo governo estadual.

Há uma grande expectativa para que a RMVale avance para a fase amarela. Durante o encontro Desenvolve Vale, realizado no dia 29 de junho, Ramuth disse que a expectativa é que a cidade já entre na fase amarela na próxima avaliação do governo do estado, que deve acontecer no dia 10 de julho – próxima sexta-feira.

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