Rock in Rio: Sepultura toca música pela primeira vez e anuncia novo disco
Se depender do ritmo que o Sepultura impôs ao Palco Mundo, no fim da tarde desta sexta-feira, 4, o fã do Rock in Rio presente na Cidade do Rock vai embora com problemas na audição – e com muitos hematomas se quiser se envolver nas rodas que se formam em todos os shows. Em sua nona participação no festival, entre edições brasileiras e…

Se depender do ritmo que o Sepultura impôs ao Palco Mundo, no fim da tarde desta sexta-feira, 4, o fã do Rock in Rio presente na Cidade do Rock vai embora com problemas na audição – e com muitos hematomas se quiser se envolver nas rodas que se formam em todos os shows.
Em sua nona participação no festival, entre edições brasileiras e estrangeiras, a banda mineira encerrou um ciclo e deu partida para outro, que começa com um novo disco prometido para fevereiro de 2020. Isolation, a faixa título do álbum, foi executada pela primeira vez aqui – e trechos da apresentação serão usados no clipe da canção.
O show encerra a turnê de Machine Messiah, que havia começado no Palco Sunset do Rock in Rio 2017. “Com todo o respeito aos outros dias do festival, esse é o melhor, porque o metal é foda!”, diz Andreas Kisser depois de performances explosivas de Arise (1991), Territory (1993) e Phantom Self (2017). Choke e Attitude dão partida com instrumentos de percussão tipicamente brasileiros, como o berimbau, uma forma definidora do DNA do Sepultura.
Sem se comunicar tanto com a plateia, o Sepultura vê as tradicionais rodas se armarem à sua frente apenas com a qualidade do heavy metal que a tornou a banda mais internacional do Brasil. Numa mensagem sutil, Andreas Kisser toca Kairos com uma guitarra promocional com as cores do arco-íris LGBT+.
Para aplausos entusiasmados, a banda exibe uma foto de André Mattos no telão, e tocam um trecho de Carry On, um dos clássicos do Angra, de 1993. Mattos morreu em junho, aos 47 anos, por conta de uma parada cardíaca. Refuse/Resist, de melodias e letra destacadas no repertório do show, vem em seguida.
Angel, de 2003, é um dos raros momentos de “respiro” no show, quando o vocalista Derrick Green usa seu rugido numa letra que mistura a agressividade geral do som do Sepultura com reflexões sombrias sobre um amor esquisito. O baixista Paulo Jr e o baterista Eloy Casagrande completam a escalação – em 2017, o Sepultura convidou ao Sunset a Família Lima, e talvez os arranjos de cordas naquela ocasião tenham trazido uma leveza que agradou mais aos não-fãs do metal.
Mas em 2019 o Rock in Rio reviveu o “dia do metal” e com sucesso – o público na Cidade do Rock, ocupada por cabeludos e camisetas pretas, já ocupava a maior parte dos espaços disponíveis no Palco Mundo.
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