Romeiros contam histórias de fé rumo à Basílica de Aparecida
Para muitos católicos do Vale do Paraíba esta Sexta-feira Santa (18) foi dia de caminhada até Aparecida do Norte, rumo a basílica de Nossa Senhora de Aparecida. A reportagem do Meon encontrou peregrinos andando à beira da Rodovia Presidente Dutra e conheceu um pouco desses homens de fé.


Peregrinos Rubens Alvarenga e Cléber Augusto, nesta sexta-feira (18)
Carol Tomba/Meon
Para muitos católicos do Vale do Paraíba esta Sexta-feira Santa (18) foi de caminhada até Aparecida, rumo à Basílica de Nossa Senhora Aparecida. A reportagem do Meon encontrou peregrinos andando à beira da rodovia Presidente Dutra e conheceu um pouco desses homens de fé.
Debaixo do sol das 15h, na altura do km 149 da Dutra, caminham os amigos Rubens Alvarenga, 33 anos, e Cléber Augusto de Jesus, 26 anos. O desenvolvedor de softwares e o controlador de acesso de condomínio dizem que saíram às 14h de São José dos Campos.
“Vou para Aparecida há três anos porque era para eu ir junto com meu pai, na primeira vez, mas ele faleceu, aí estou indo todo ano”, diz Alvarenga. Para o joseense do bairro do Costinha, o trajeto é uma “penitência para pagar pelos pecados”. Na mochila, carrega água, frutas e lanches.
Cléber Augusto, do Buquirinha 2, anda com um terço na mão direita e uma medalhinha de Nossa Senhora Aparecida no pescoço. Faz o percurso desde os 12 anos de idade e completa 26 anos neste Sábado de Aleluia (19). “Não tem motivo, é fé mesmo”, afirma Augusto, que prevê a chegada na basílica para às 08h30.
Durante a entrevista, outra dupla passa pela reportagem. Alvarenga diz que um deles é seu irmão. Repórter e fotógrafa apertam o passo até alcançar Messias Alvarenga, 42 anos, e Jair dos Santos, 60 anos.
O irmão mais velho da família Alvarenga veste boné -a exemplo dos outros três- e calça chinelos. “Pois é, vai ter um monte de bolhas nos pés depois, mas quando chegar lá, passa”, conta o motorista de ônibus sorrindo e lembrando que vai colocar os tênis quando anoitecer. “Isso é para expressar o nosso agradecimento à Nossa Senhora que nos fortalece nos dias difíceis”.
Jair é pedreiro e usa uma camiseta com estampa da santa padroeira. O também morador do Buquirinha 2 faz a romaria há 20 anos, desde que sofreu um acidente quando era caminhoneiro. “O caminhão tombou na Serra da Mantiqueira, as rodas ficaram para cima e eu por baixo, pensei que ia morrer”, lembra. “Ouvi uma voz e senti alguma coisa puxando a perna, foi Ela que me salvou”.











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