S. José recebe mostra da diversidade com bate-papo e filme premiado
Os idealizadores do Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade, André Fischer e Joao Federici, vêm ao Sesc São José dos Campos nesta quinta-feira (4), às 19h, para exibir curtas-metragens e bater um papo sobre o cinema de diversidade, mais precisamente o cinema que aborda a causa LBGT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis).


“Hoje Eu Quero Voltar Sozinho” é exibido no sábado (6), às 20h
Divulgação
Os idealizadores do Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade, André Fischer e Joao Federici, vêm ao Sesc São José dos Campos nesta quinta-feira (4), às 19h, para exibir curtas-metragens e bater um papo sobre o cinema de diversidade, mais precisamente o cinema que aborda a causa LBGT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis).
No sábado (6), o Sesc realiza sessão, às 20h, com o filme “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”, de Daniel Ribeiro, que fala da relação homossexual e heterossexual entre três amigos adolescentes, um deles deficiente visual. O filme venceu o prêmio da crítica no Festival de Berlim, em fevereiro deste ano.
“A diversidade tem que estar presente na sociedade brasileira. É falando sobre as minorias que reconhecemos a nossa cultura. Não queremos ser segmentados, separados, nós queremos nos agrupar”, afirma Federici, ressaltando que o Mix Brasil está em sua 22ª edição e já foi um “festival de nicho, gay, mas agora tem produções do movimento negro, feminista, dos deficientes, entre outros”.
Vão ser exibidos os curtas-metragens premiados em 2013 no festival, “O Amor Que Não Ousa Dizer Seu Nome”, “O Pacote”, “O Sol Pode Cegar”, “Rótulo” e “Laio”. O recorte dado pelos curadores foi amplo ao tratar um tema central, a homofobia, em diferentes narrativas. “Os curtas mostram o gay, a lésbica, o travesti e até o jovem hétero”, diz Federici.
Seu destaque é “Laio”, filme que reencena o ataque homofóbico a um grupo de amigos que foram agredidos com lâmpadas fluorescentes na avenida Paulista, em 2010. “É bem forte”, avisa.
Casamento
Em relação à pauta LGBT durante o período eleitoral presidencial que o país vive, João Federici relembra a discussão do reconhecimento legal do casamento civil entre duas pessoas do mesmo sexo, tema que foi incluído e depois retirado do programa de governo da candidata Marina Silva (PSB) na última semana.
“Colocaram e depois tiraram o reconhecimento legal [do casamento], mas o que está dentro disso é que essas pessoas vão perder votos por isso. Os simpatizantes são grande parte da causa. Não só os gays, são os héteros também. Vejo que isso reflete na sociedade, de alguma maneira atinge o social”, fala.
É taxativo quanto à importância da popularização de “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”. “Esse filme pode mudar muitas coisas nas escolas a respeito de conhecimento do outro, de tolerância, ele pode falar com muita gente”.
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