Salamanca, uma mistura cultural

O equilíbrio entre a inquietude universitária com a herança histórica

Escrito por: Do Meon2 min de leitura
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O equilíbrio entre a inquietude universitária com a herança histórica

Divulgação/Estadão

Salamanca encanta por mesclar a inquietude universitária com a herança histórica. Durante o dia, troque o agito por uma caminhada por suas ruas de pedra, admirando os edifícios renascentistas. Repare na Casa das Conchas, que, como o nome sugere, exibe conchas incrustadas na fachada – ali funciona uma biblioteca pública.

Em dias ensolarados, relaxe como os jovens universitários: tomando sol nos gramados, despreocupadamente. Ao longo das margens do Rio Tormes, que corta a cidade, há um extenso parque com quadras esportivas, pista para cooper e uma ponte de estilo romano.

Indispensável, mesmo para os desprovidos de fé, é visitar as catedrais, a antiga e a nova, construídas uma ao lado da outra. Com o aumento da população no século 15, a Catedral Velha, de estilo românico, ficou pequena. A vizinha, gótica, foi concluída dois séculos depois, em 1733.

Na parte exterior da igreja gótica, a rica simbologia dos ornamentos guarda uma surpresa quase tão curiosa quanto o sapo da universidade: a imagem de um astronauta e de um demônio tomando sorvete em meio a santos e figuras religiosas. A explicação? Durante as obras de 1992, um dos restauradores sugeriu colocar figuras que remetessem à história humana no século 21 para ficarem registradas no templo – e a solicitação foi aceita pelos padres. A visita às duas catedrais, que são conectadas, custa 4,75 euros. A gótica tem um atrativo extra: a subida às torres, de 110 metros de altura, que custa mais 3,75 euros.

Se possível, aproveite para assistir ao pôr do sol antes de voltar a festejar, abastecido por porções de jamón ibérico pata negra, produzido na cidade (a tábua de frios custa em média 14 euros) e chope gelado (cerca de 3 euros).

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