Samu de S. José faz 529 atendimentos no período das festas de fim de ano

Maior dificuldade enfrentada pelo Samu ainda é o grande número de trotes

Escrito por: Do Meon2 min de leitura
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Samu de S. José faz 529 atendimentos no período das festas de fim de ano

Flavio Pereira/Meon

O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e Emergência), de São José dos Campos, realizou 529 atendimentos no período das festas de fim de ano, de 24 de dezembro a 4 de janeiro.

De acordo com a prefeitura, em alguns dias o atendimento chegou a ser cerca de 50% maior que em dias normais. O levantamento foi concluído nesta terça-feira (6) pela equipe da Secretaria de Saúde.

Com poucos meses de funcionamento na cidade, o serviço contou nesses dias com o trabalho de uma equipe de 122 profissionais entre médicos (30), enfermeiros (16), técnicos de enfermagem (46) e motoristas (30), que atuaram em esquema de revezamento.

Do total de atendimentos, 88 foram por causas externas (como acidentes domésticos, acidentes de trânsito ou violência). As demais (441 ocorrências) foram por motivos clínicos, como AVC, infarto, derrame, pressão alta, dor no peito, problemas psiquiátricos e ocorrências obstétricas.

Segundo o coordenador do Samu, o médico Fernando Fonseca, a maior dificuldade enfrentada pelas equipes ainda é o grande número de trotes recebidos pela Central de Regulação, sendo a maioria deles feita por crianças.

“Embora sejam as tentativas sejam identificados como trote, e com isto nem chegamos a enviar uma ambulância para o local, as chamadas ocupam a linha telefônica e podem prejudicar o serviço e até a vida de pessoas que, realmente, precisam de ajuda”, alerta o médico.

Rede de urgências
Além do Samu, São José manteve uma equipe de profissionais de plantão para garantir o atendimento de urgência e emergência durante as festas de final de ano. Cerca de 156 profissionais por dia, entre médicos, enfermeiros e pessoal administrativo, trabalharam para manter em funcionamento ininterrupto as oito UPAs da cidade (Campo dos Alemães, Eugênio de Melo, Novo Horizonte, Alto da Ponte, Putim, São Francisco Xavier e UPA Saúde Mental.

No Hospital Municipal, o contingente foi ainda maior: 310 pessoas por dia foram responsáveis por manter os atendimentos. Deste total, 30 são médicos, entre clínicos, pediatras, ginecologistas, ortopedistas, cirurgiões, neurocirurgiões e anestesistas.

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