São José apresenta defesa contra escalação irregular no Brasileiro
Após o STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) suspender a segunda partida da final do Campeonato Brasileiro, por conta de uma suposta escalação irregular da atleta Gabi Portilho no jogo de ida, o São José EC divulgou nesta quinta-feira (26) o argumento de defesa.


Rio Preto venceu a primeira partida da final do Brasileiro Feminino, por 1 a 0
Ferdinando Ramos/ALLSPORTS
Após o STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) suspender a segunda partida da final do Campeonato Brasileiro contra o Rio Preto, por conta de uma suposta escalação irregular da atleta Gabi Portilho no jogo de ida, o São José EC divulgou nesta quinta-feira (26) o argumento de defesa.
Na denúncia apresentada pela Procuradoria de Justiça Desportiva, a alegação é que a meio-campista não teria cumprido uma suspensão obrigatória por conta de cartões amarelos. O texto aponta que a jogadora recebeu cartão amarelo nas partidas entre São José e Mixto-MT, no dia 16 de setembro, Centro Olímpico e São José, em 14 de outubro, e São José e Tiradantes-PI, em 18 de novembro. Com isso, Gabi Portilho não poderia participar do primeiro confronto do primeiro encontro da decisão. Contra o Centro Olímpico, a Gabi recebeu ainda o cartão vermelho, além do amarelo.
De acordo o São José, há um um erro na anotação da súmula da contra o ADECO. O árbitro aplicou o segundo cartão amarelo, mas a súmula registra a aplicação do vermelho direto. A base da defesa está em um vídeo que será apresentado às 10h30, na sede do STJD, no Rio de Janeiro.
Segundo o texto de defesa, “o vídeo mostra o momento em que o árbitro pune a jogadora com o cartão amarelo (o segundo no mesmo jogo) e, em seguida, mostra o vermelho. De acordo com o artigo 51 do regulamento geral das competições da CBF, o cartão vermelho aplicado logo após o segundo amarelo anula os dois cartões amarelos na mesma partida, tendo a atleta que cumprir suspensão na seguinte (o que foi respeitado pelo São José). Assim, Gabi estava em condições de atuar no jogo de ida da final, contra o Rio Preto”.
Os advogados da equipe apresentarão os argumentos da defesa no julgamento do processo. A audiência será nesta sexta-feira (27). A expectativa é que a segunda partida do Brasileiro Feminino aconteça no começo de dezembro. No primeiro encontro, o Rio Preto venceu por 1 a 0. As Meninas da Águia precisam vencer por um gol de diferença para levantar o caneco.
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