São José cancela licitação para segunda fase do Hospital da Mulher
Prefeitura alega falta de verba e prioridade no pagamento de dívidas


Atendimento no Hospital da Mulher de São José dos Campos
Divulgação/PMSJC
A licitação para a segunda fase das obras do Hospital da Mulher foi cancelada pela Prefeitura de São José dos Campos. A administração alega falta de verba para a realização das obras.
O hospital foi inaugurado em março do ano passado, durante a gestão do ex-prefeito Carlinhos Almeida (PT). O projeto, orçado em R$ 45,6 milhões, previa a construção de um prédio de sete andares para instalação de 98 leitos para partos e cirurgias ambulatoriais.
Antes mesmo de assumir a prefeitura, Felicio Ramuth (PSBD) afirmava em sua campanha que não pretendia seguir com o projeto. E nesta quinta (6) seu governo oficializou a medida, sustentando que serão priorizados os pagamentos para colaboradores da Saúde.
“Na área da Saúde, havia atrasos nos pagamentos de prestadores de serviços e fornecedores, comprometendo o atendimento da população. Desta forma, a prioridade foi a renegociação destes contratos e, com muito esforço, a situação está se normalizando aos poucos, com equilíbrio da oferta e demanda de serviços”, informou, por meio de nota, a Secretaria de Saúde.
A pasta ainda lembrou que a obra era alvo de questionamentos pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado). “Na ocasião, o governo do PT foi acionado para responder os questionamentos do TCE sobre o processo, mas não respondeu aos apontamentos do tribunal”, informou.
O governo assegura que o cancelamento da segunda fase do hospital não prejudicará o atendimento às mulheres. “O verdadeiro Hospital da Mulher será feito com recursos compartilhados com entidades filantrópicas da cidade”, conclui a nota da secretaria.
Segundo a atual administração, o Hospital da Mulher realiza 1.500 consultas médicas mensalmente.
Reação
A bancada do PT criticou a decisão. “Acho lamentável que o prefeito tenha cancelado a segunda fase do Hospital da Mulher. As mulheres ficam indo cada mês em um canto e em cada fase é uma situação. Ali, teríamos um espaço único, com atendimento completo, para que as mulheres não precisassem andar pela cidade”, disse a vereadora Amélia Naomi (PT), mulher do ex-prefeito Carlinhos Almeida.
“O mais importante é que seria um lugar onde estaria fazendo o pré-natal e também aconteceria o parto humanizado, um atendimento que São José precisa aderir. Além disso, o centro cirúrgico ajudariam essas mulheres que estão em filas enormes”, completou.
Amélia afirmou ainda que a segunda fase da obra era licitada no sistema conhecido como “built to suit”, em que a empresa vencedora arcaria com os custos da obra e a prefeitura faria desembolsos mensais somente após a entrega, na forma de aluguel.
No caso do Hospital da Mulher, diz a vereadora, esse custo seria diluído em 15 anos.
Posts Relacionados

Patrulha Maria da Penha detém motorista embriagada após colisão na contramão no Jardim Ismênia em SJC

Taubaté estreia no Circuito Sesc de Corridas com provas de 6 km e 10 km

Núcleo urbano do Capão Grosso obtém matrícula de regularização
