São José dos Campos perde postos de trabalho na construção civil

Pesquisa do SindusCon-SP apontou 313 demissões na cidade em maio

Escrito por: Do Meon2 min de leitura
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Caraguatatuba, Pinda e Taubaté tiveram aumento no número de vagas

Flávio Pereira/Meon


O setor da construção civil perdeu 471 postos de trabalho em quatro cidades da região no mês de maio, segundo pesquisa feita pelo SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo).

O levantamento foi feito em sete cidades, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), com base em informações do Ministério do Trabalho e do Emprego.

As demissões ocorreram em São José dos Campos, com 313 postos fechados, seguida por Jacareí (-123), Guaratinguetá (-26) e Campos do Jordão, que demitiu nove trabalhadores.

Em abril, houve uma ligeira melhora no número de contratações. Em São José, cidade com maior número de demissões em maio, o setor encerrou o mês com 13.747 trabalhadores formais contratados. Se comparado com abril, a queda foi de -2,23%.

Aumento
Em Caraguatatuba, o setor segue em ritmo positivo desde março. Em maio foram contratados 117 novos trabalhadores no município. Em Pindamonhangaba, o mês também foi positivo, com 49 novos postos de trabalho abertos, assim como em Taubaté, que contratou 19 profissionais.

Mário Cézar de Barros, diretor do SindusCon em São José, acredita que o setor ainda vai demorar para se recuperar. “Os números em algumas cidades da nossa região são positivos por causa de um efeito sazonal. Desde o primeiro trimestre tivemos muitas obras públicas, o que gerou demanda por empregados no setor. Por isso, ainda não podemos dizer que houve recuperação do emprego na região”.

São Paulo
Em maio houve queda de 1,56% no emprego em relação a abril, com redução de 11,7 mil vagas. O estoque de trabalhadores foi de 757,9 mil em abril para 746,1 mil em maio. Desconsiderando a sazonalidade, houve alta de 0,41% (3,06 mil vagas).

Brasil
A construção civil brasileira registrou queda de -1,17% no nível de emprego em maio, em relação a abril, com o fechamento de 33,2 mil postos de trabalho. A 20ª queda consecutiva (desde outubro de 2014) levou o saldo de trabalhadores a cair para 2,7 milhões, o mesmo patamar de abril de 2010.

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