São José e Taubaté foram as cidades da região que mais demitiram em junho

Juntos os dois municípios somam o fechamento de 845 postos de trabalho

Escrito por: Meon Redação3 min de leitura
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Desemprego na RMVale foi impulsionado pela greve dos caminhoneiros

Arquivo/Meon

São José dos Campos e Taubaté foram as duas cidades da RMVale que mais demitiram em junho. Os dois maiores municípios da região puxaram a queda com o fechamento de 522 e 323 desligamentos, respectivamente. Os dados fazem parte do balanço mensal divulgado pelo Caged (Cadastro Geral de Empregos e Desempregados), do Ministério do Trabalho.

Em São José, o setor da indústria de transformação foi o segmento que mais obteve prejuízo, com 213 demissões. Apesar disso, a cidade concluiu o primeiro semestre do ano com saldo positivo, com a criação de 123 vagas, quando no mesmo período do ano passado o município fechou o mês com -1.526 postos.

De acordo com o secretário de Inovação e Desenvolvimento Econômico, Alberto Marques Filho, conhecido como Mano, a gestão municipal utiliza como base as trajetórias da criação de emprego.

“A gente encara o cenário dentro de uma perspectiva de crescimento continuo. Não podemos analisar pontualmente. Precisamos de mais tempo para saber se a cidade está realmente numa situação ruim. O importante é que analisemos a trajetória de geração de empregos”, afirmou.

Segundo o secretário, em 2015 o município fechou o ano com a perda de 6.500 postos de trabalho. Em 2016 a o número caiu para 4.500 e em 2017 foram pouco mais de mil demissões.

Mano destacou ainda os incentivos da gestão para diminuir o impacto negativo da atividade econômica. Entre as iniciativas estão o programa Qualifica São José, que oferece cursos de capacitação; eventos diretos para a captação de pessoal, como a Feira do Trabalho, e o estímulo à expansão de novas empresas com incentivo fiscal.

Impactos na economia

A greve dos caminhoneiros, ocorrida no fim de maio, colaborou com a desaceleração da atividade econômica em todo o país e, consequentemente, no Vale do Paraíba, avalia o mestre em finanças da FAAP (Fundação Armado Alvares Penteado) Alexandre Wander.

“A expectativa de crescimento do país não é tão forte para a produção das grandes empresas. O que tivemos recentemente foi a greve dos caminhoneiros, que teve impacto de R$ 50 bilhões [na economia]. Isso provocou uma paralisação, gerando produção sem  exportação de produtos ocasionando esse desemprego também aqui na região”, explica.

Ainda não é possível saber se haverá uma retomada da economia e geração de postos de trabalho. “os grandes empresários estão cautelosos e não vão investir no país enquanto não houver o realimento das questões voltadas à corrupção e também a eleição do novo presidente”, concluí Alexandre Wander.

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