São José enfrenta infestação do Aedes aegypti e entra em estado de alerta

Agentes vistoriaram 16.281 casas entre 15 a 30 de janeiro deste ano Ronny Santos/PMSJC A primeira avaliação de densidade larvária do Aedes aegypti realizada em São José dos Campos neste ano apontou que o índice de infestação do mosquito transmissor da dengue nas residências está acima do limite aceitável pelo Ministério da Saúde, deixando a […]

Escrito por: Do Meon2 min de leitura
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Agentes vistoriaram 16.281 casas entre 15 a 30 de janeiro deste ano

Ronny Santos/PMSJC

A primeira avaliação de densidade larvária do Aedes aegypti realizada em São José dos Campos neste ano apontou que o índice de infestação do mosquito transmissor da dengue nas residências está acima do limite aceitável pelo Ministério da Saúde, deixando a cidade em nível de alerta.

Ao todo, foram coletadas e analisadas em laboratórios 1.836 larvas. Deste total, 1.182 larvas (64,3%) eram do mosquito da dengue. O levantamento foi feito no período de 15 a 30 de janeiro, quando foram vistoriados 16.281 imóveis no município.

Segundo a Secretaria de Saúde, o Índice de Breteau, usado para determinar a infestação do Aedes aegypti, ficou em 1,1, quando o aceitável é de 1. No entanto, quando se analisa o resultado por regiões, o índice aumenta. A zona sul teve a maior taxa -2,4. Em seguida, vieram as regiões oeste (2,2), sudeste (2), central (1,7) e leste (1,5).

“O resultado é preocupante porque nos mostra que as pessoas estão baixando a guarda. Janeiro foi um mês atípico, sem chuvas, e mesmo assim, encontramos muitos criadouros com água parada. O que indica que, quando as chuvas chegarem, o risco da dengue aumentará”, disse a gerente do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), Margarete Correia, por meio da assessoria de imprensa.

Desde o início do ano, foram registrados 29 casos de dengue em São José (15 autóctones e 14 importados). No ano passado, foram 840 casos (637 autóctones e 203 importados).

De acordo com o levantamento, a maior concentração de criadouros (locais que podem juntar água e servir para a proliferação do mosquito) está nas regiões leste e sul da cidade.

Outro dado preocupante do levantamento é que em 3.585 casas visitadas, os agentes de combate às endemias da prefeitura não puderam entrar. A maior parte das recusas (27,3%) foi na região oeste, que concentra os condomínios fechados.

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