São Paulo derrota Cruzeiro e esquenta briga pelo título
No confronto direto entre os dois melhores do Brasileirão, apontando como decisivo para a definição do campeão, o São Paulo não desperdiçou a oportunidade de jogar no Morumbi com casa cheia e venceu o Cruzeiro por 2 a 0, neste domingo, pela 21ª rodada da competição. Com gols de Rogério Ceni, de pênalti, e Alan Kardec, o time paulista soube…

No confronto direto entre os dois melhores do Brasileirão, apontando como decisivo para a definição do campeão, o São Paulo não desperdiçou a oportunidade de jogar no Morumbi com casa cheia e venceu o Cruzeiro por 2 a 0, neste domingo, pela 21ª rodada da competição. Com gols de Rogério Ceni, de pênalti, e Alan Kardec, o time paulista soube equilibrar uma boa partida que inicialmente tinha domínio cruzeirense e esquentou a briga pelo título.
Apesar da derrota no Morumbi, o Cruzeiro segue tranquilo na liderança do Brasileirão, ainda com 46 pontos. Mas não conseguiu aumentar a vantagem para 10 pontos, como aconteceria se tivesse vencido neste domingo. Pelo contrário. O segundo colocado São Paulo está agora apenas quatro pontos atrás, com 42, e ganhou ânimo para buscar o título.
A vitória são-paulina simbolizou também algumas marcas, tanto para a própria equipe como para o rival mineiro. Do lado do Morumbi, o São Paulo chegou ao nono jogo invicto, com agora sete vitórias e dois empates. A partida também reforçou a importância do quarteto formado por Paulo Henrique Ganso, Kaká, Alexandre Pato e Alan Kardec, que ganhou todas as vezes em que esteve junto.
Do lado do Cruzeiro, a marca é negativa, pois a equipe mineira não era derrotada desde a oitava rodada no Brasileirão. Na ocasião, perdeu para o Corinthians por 1 a 0, no Canindé. Desde então, vinha colecionando resultados positivos que a deixaram tranquila na liderança.
O JOGO – O primeiro lance mais perigoso de gol foi do São Paulo, aos seis minutos. Depois de um erro do passe do meia cruzeirense Everton Ribeiro, o atacante Alexandre Pato aproveitou o deslize para servir rapidamente o meia Paulo Henrique Ganso, que arriscou chute defendido pelo goleiro Fábio.
O Cruzeiro, apesar de jogar fora de casa, não tinha uma postura defensiva e não deixava de pressionar a zaga são-paulina. Na primeira oportunidade mais perigosa da equipe mineira, aos 12 minutos, o meia Alisson chutou forte, mas a bola passou acima do travessão de Rogério Ceni.
Como mandante, o São Paulo tentava pressionar, mas sem lances agudos de gol. Aos 18, em um contra-ataque do Cruzeiro, o meia Ricardo Goulart pegou a bola na intermediária e, com categoria, tentou encobrir o adiantado Rogério Ceni. Por pouco não fez um golaço, já que a bola acabou acertando a rede superior do gol, mas pelo lado de fora.
O Cruzeiro impunha seu futebol de líder de campeonato. Com boa posse de bola, marcação bem feita e sem medo de buscar o ataque, a equipe de Belo Horizonte era muito mais perigosa que o São Paulo, que começava a ver seu torcedor ficar um pouco mais impaciente com alguns erros de passe.
Aos 28, em mais um lance bem trabalhado de contra-ataque, o Cruzeiro quase marcou. Novamente com o perigoso Ricardo Goulart, agora bem mais próximo ao gol, o time visitante só não abriu o marcador porque Rogério Ceni fez uma ótima defesa, espalmando a bola para fora.
Quando se imaginava uma abertura do placar por parte do Cruzeiro, o São Paulo criou um lance bem trabalhado de ataque e viu o meia Ganso ser derrubado por Dedé na grande área. O árbitro Leandro Pedro Vuaden não pensou duas vezes e marcou corretamente pênalti, mas viu os jogadores são-paulinos reclamarem da não expulsão do zagueiro adversário, que já tinha cartão amarelo.
Na cobrança de pênalti, aos 35 minutos, Rogério Ceni manteve a tradição de marcar gols contra o Cruzeiro e abriu o placar no Morumbi. Com uma batida seca e no centro do gol, o ídolo são-paulino fez a torcida explodir de alegria no Morumbi, num placar até certo ponto injusto pelo que o Cruzeiro estava jogando até aquele momento.
Com o gol, o Cruzeiro manteve o bom futebol, mas o São Paulo cresceu na partida e equilibrou o jogo. Já aos 45, a equipe da casa quase ampliou depois de uma ótima jogada de Alan Kardec para Alexandre Pato. O atacante chutou para o gol, mas foi impedido de maneira decisiva pelo goleiro Fabio, numa grande defesa.
Na volta para o segundo tempo, o técnico Marcelo Oliveira mudou o Cruzeiro. Ele tirou de campo justamente o “pendurado” Dedé, para a entrada do zagueiro Manoel. Logo aos três minutos, Alan Kardec quase fez o segundo gol do São Paulo. Ele ajeitou cruzamento com o peito, aproveitou o vacilo da defesa rival e chutou forte, com a bola batendo no poste de sustentação das traves, do lado esquerdo da meta de Fábio.
Do outro lado, o Cruzeiro levou grande perigo com lance importante de Everton Ribeiro aos cinco minutos. Ele chutou sozinho para o gol e só não empatou porque Rogério Ceni fez nova decisiva defesa.
A equipe mineira voltou a quase marcar aos 14, depois que Ricardo Goulart ganhou dividida com a defesa são-paulina e deixar a bola limpa para Marcelo Moreno desperdiçar de maneira bisonha o gol de empate. O São Paulo deu o troco aos 16, após o zagueiro Edson Silva arriscar um chute forte de fora da área e exigir uma grande defesa de Fábio.
Com a equipe da casa bem melhor postada em campo do que no primeiro tempo, por clara mudança tática de Muricy Ramalho, o técnico Marcelo Oliveira agiu com ousadia e mudou novamente o Cruzeiro logo aos 18 do segundo tempo. Ele trocou o volante Lucas Silva pelo atacante Dagoberto, bastante vaiado pela torcida são-paulina.
A alteração se mostrou frustrada logo aos 25 minutos, já que a equipe do Morumbi chegou ao segundo gol. Após o desvio errado de Marcelo Moreno numa cobrança de escanteio, a bola sobrou limpa para Alan Kardec, que teve o cabeceio defendido por Fábio, mas, no rebote, fuzilou com o pé para o fundo das redes, para delírio da torcida.
Após o segundo gol, o São Paulo tomou definitivamente conta do jogo e, com o Morumbi em festa, ficou algumas vezes perto do terceiro gol. Aos 30, Kaká só não ampliou porque Fábio voltou a impedir com importante defesa. Aos 40, o Cruzeiro ainda tentou com um chute de Alisson. Ele pegou forte de fora da área, com a bola passando com muito perigo ao lado do gol de Rogério Ceni.
Já com a torcida do São Paulo gritando “olé”, o árbitro Leandro Pedro Vuaden finalizou a partida aos 48 minutos. Em festa, o time da casa deu um importante passo para alcançar o rival mineiro na classificação do Brasileirão.
FICHA TÉCNICA:
SÃO PAULO 2 X 0 CRUZEIRO
SÃO PAULO – Rogério Ceni; Auro, Rafael Toloi, Edson Silva e Alvaro Pereira; Denilson, Souza, Ganso e Kaká; Alexandre Pato (Michel Bastos) e Alan Kardec. Técnico: Muricy Ramalho.
CRUZEIRO – Fábio; Mayke, Dedé (Manoel), Léo e Ceará; Nilton, Lucas Silva (Dagoberto), Everton Ribeiro e Ricardo Goulart (Júlio Baptista); Alisson e Marcelo Moreno. Técnico: Marcelo Oliveira.
GOLS – Rogério Ceni (pênalti), aos 35 minutos do primeiro tempo; Alan Kardec, aos 25 minutos do segundo tempo.
ÁRBITRO – Leandro Pedro Vuaden (Fifa/RS).
CARTÕES AMARELOS – Dedé e Ricardo Goulart (Cruzeiro); Kaká, Alvaro Pereira e Alan Kardec (São Paulo).
RENDA e PÚBLICO – Não disponíveis
LOCAL – Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP).
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