São Paulo deve ter recorde de calor do ano até quinta-feira
Além das altas temperaturas, a população tem que ter atenção redobrada à baixa umidade do ar


A próxima semana deve trazer o maior calor do ano até agora para o paulistano: 36 ºC. O recorde, que deve acontecer na quinta-feira (1º), é resultado da combinação de uma massa de ar seco sobre as regiões Sudeste e Centro-Oeste, que irá desviar para o Oceano Atlântico as frentes frias vindas do Sul, e da elevação da temperatura devido ao aumento da duração dos dias.
Esses dois fenômenos são comuns ao período de transição entre inverno, que terminou na segunda-feira (21), e primavera. “É uma situação que normalmente observamos na transição das estações. O ar seco é uma característica do inverno, e a temperatura mais alta é característica da primavera”, afirma Thomaz Garcia, meteorologista do Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) da capital.
No norte e no oeste do estado, a máxima deve chegar a 40 ºC ao longo da semana. No dia 12 de setembro, São Paulo registrou a temperatura máxima recorde do ano: 34,1 ºC.
Além das altas temperaturas, a população tem que ter atenção redobrada à baixa umidade do ar, que não deve passar de 30% no período -o índice ideal para o ser humano é de a partir de 40%, segundo a OMS. No domingo (27), a umidade deve ser de 25%.
Em meio a tanto calor, a terça-feira (29) deve ser um “dia de alívio”, afirma Garcia, com máxima prevista de 25ºC. Isso acontece porque uma frente fria no oceano deve mudar direções dos ventos para o leste do estado.
A partir da sexta (2), as temperaturas devem baixar, com outra frente fria que consegue avançar sobre o território do estado. “Mas ela vem ainda sem chuva significativa. Não tem nenhuma frente fria que vá conseguir, de fato, resolver a situação do ar seco”, diz Garcia.
A maior preocupação para os próximos meses, de acordo com ele, é justamento com as chuvas, que devem atrasar. Normalmente, a segunda quinzena de outubro já traz um volume de chuva relevante, mas neste ano as precipitações devem ser atrasadas para novembro.
Em 2020, o planeta vive o fenômeno La Niña, que resfria as águas do Pacífico Equatorial. Na região Sudeste, La Niña causa primavera com chuvas irregulares e abaixo da média. E, apesar da onda de calor da próxima semana, o restante da estação deve vir com temperaturas abaixo da média, com ondas de frio ao longo dos meses.
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