São Paulo sai atrás, mas Cueva marca dois e garante empate com a Chapecoense
Existem equipes que costumam ser pedra no sapato dos grandes times. E a Chapecoense vem se consolidando como um rival duro de digerir ao São Paulo. Pela terceira vez, a equipe catarinense estragou uma festa programada no Morumbi. Mesmo num estádio lotado, os visitantes não se intimidaram e festejaram o empate por 2 a 2 neste domingo, pelo…

Existem equipes que costumam ser pedra no sapato dos grandes times. E a Chapecoense vem se consolidando como um rival duro de digerir ao São Paulo. Pela terceira vez, a equipe catarinense estragou uma festa programada no Morumbi. Mesmo num estádio lotado, os visitantes não se intimidaram e festejaram o empate por 2 a 2 neste domingo, pelo Campeonato Brasileiro, buscado pelos donos da casa apenas no fim – são dois empates e uma vitória na pequena história como visitante aos paulistas.
Foi uma enorme frustração aos quase 55 mil são-paulinos que lotaram o Morumbi esperando uma boa vitória e fizeram enorme festa no estádio. Empurraram, cantaram, mas no fim lamentaram o desperdício de mais dois pontos em casa. Com a igualdade, o São Paulo se mantém longe do G4, a meta neste Brasileirão.
E o time ainda tem de levantar as mãos aos céus por não ter perdido no fim, já que Denis operou dois milagres. Quinta-feira, o São Paulo volta a jogar no Morumbi. Encara o embalado Atlético-MG. Já a Chapecoense, 11.ª colocada, terá pela frente na quinta o líder Palmeiras.
O JOGO – Edgardo Bauza resolveu “homenagear” Centurión, que está de malas prontas para o Boca Juniors, e escalou o argentino como centroavante. Deixou o recém-contratado Chavez no banco. Queria aproveitar a empolgação do jogador mostrada nos trabalhos da semana.
Atrás, Lugano e Maicon transmitiam a certeza de segurança defensiva. Mas a confiança no paredão ruiu com menos de 15 minutos. Em dois cruzamentos da esquerda, Kempes, de cabeça, aos 5, e William Thiego, aos 11, abriram interessante vantagem de 2 a 0 no placar. Denis nada pôde fazer nas jogadas, após ver seus marcadores perdidos nos dois lances. Lugano deixou Martinuccio cruzar no primeiro gol e Maicon chegou atrasado na hora de cortar no segundo.
Nem os zagueiros, nem o gramado molhado, que derrubou muitos jogadores da Chapecoense, foram capazes de interromper a boa apresentação dos catarinenses na primeira etapa. Óbvio que alguns jogadores tiveram de trocar as chuteiras, mas a disposição em campo assustou.
A Chapecoense foi cirúrgica no ataque e quase não levou sustos na defesa. Centurión foi quem mais ameaçou o gol do goleiro Danilo. Parou numa defesa de ponta de dedos no começo e levou perigo num chute rasteiro para fora. No mais, o São Paulo viveu dos chutes de longa distância, já que não conseguia furar o muro defensivo verde. Nem mesmo com duas vezes mais a posse de bola.
Faltava um armador. Negociado com o Sevilla, Ganso fazia falta. Michel Bastos tentava, mas não é o homem do passe refinado. Cueva e Kelvin mostravam esforço, mas também mais na individualidade. Desta maneira, facilitaram a vida dos volantes Gil e Josimar.
O São Paulo que pouco produziu desceu para o vestiário sob intensa vaia. O são-paulino que acordou cedo não gostou nada da apresentação na etapa. Bauza teria 15 minutos para tentar arrumar a casa e reconquistar a torcida no jogo. A opção do treinador foi em promover a estreia de Chávez no lugar de um volante, Thiago Mendes.
Com mais gente na frente, o São Paulo ainda sofria para finalizar. Bauza, então, ousou mais uma vez, tirando Carlinhos e colocando o atacante Luiz Araújo. O menino pisou no gramado e viu Centurión servir Cueva e o São Paulo, finalmente, marcar seu gol, aos 15 minutos. Todo no ataque, a ordem era pressionar atrás do empate e da virada. Aos 18, Luiz Aráujo arrancou o “uh” da torcida. Danilo jogou para escanteio. Finalmente o São Paulo “acordou” no jogo
A pressão foi enorme até o fim. E o empate, mais do que merecido, saiu aos 40, em cobrança de pênalti de Cueva. Josimar havia tocado a mão na bola. Denis ainda salvou o time de vexame aos 42 ao defender o chute do artilheiro Bruno Rangel, e aos 48, em chute de Hyoran.
FICHA TÉCNICA:
SÃO PAULO 2 X 2 CHAPECOENSE
SÃO PAULO – Denis; Bruno, Maicon, Lugano e Carlinhos (Luiz Araújo); Hudson, Thiago Mendes (Chávez), Cueva, Kelvin (Pedro) e Michel Bastos; Centurión. Técnico: Edgardo Bauza.
CHAPECOENSE – Danilo; Gimenez (Matheus Biteco), William Thiego, Filipe Machado, Dener Assunção; Gil, Josimar, Cleber Santana e Martinuccio (Tiaguinho); Kempes (Bruno Rangel) e Hyoran. Técnico: Cario Júnior.
GOLS – Kempes, aos 5, e William Thiego, aos 11 minutos do primeiro tempo. Cuevas, aos 15 e aos 40 do segundo.
ÁRBITRO – Wagner do Nascimento Magalhães (RJ).
CARTÕES AMARELOS – Bruno, Cueva, Chávez e Hudson, Felipe Machado.
RENDA – R$ 1.290.275,00.
PÚBLICO – 54.996 presentes.
LOCAL – Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP).
Posts Relacionados

Europa concentra maior número de casos de violência contra brasileiras no exterior

Discurso de Lula na Avibras, em Jacareí, provoca crise diplomática com o Paraguai

Novo tarifaço de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros entra em vigor
