Satélite construído por alunos de Ubatuba volta para atmosfera da Terra

Aparelho ficou durante nove meses em órbita e mobilizou estudantes

Escrito por: João Pedro Teles2 min de leitura
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Alunos e professores da escola em visita ao Inpe

Divulgação

O nanossatélite Tancredo-1, construído pelos alunos da Escola Municipal Presidente Tancredo Neves, em Ubatuba, retornou à atmosfera da Terra pouco mais de nove meses após seu lançamento, realizado em 9 de dezembro de 2016, do Centro Espacial Tanegashima, no Japão.

Com 9 cm de diâmetro e 13 cm de altura, o equipamento de 700 gramas foi totalmente construído no Brasil com o apoio do INPE e da Agência Espacial Brasileira (AEB) e com 800 crianças que passaram pelo projeto durante 7 anos.

Nos meses em que esteve em órbita, o satélite carregou duas sondas consigo: uma carga útil com uma mensagem gravada por uma aluna em português e inglês que foi transmitida de órbita e captada por rádios amadores nos primeiros dias no espaço; e outra sonda para estudar a formação de bolhas de plasma na ionosfera da Terra.

O nanossatélite produzido na região foi incluso na lista que a Estação Espacial Internacional anunciou sobre os satélites e restos de materiais que entram na atmosfera da Terra nos próximos mil dias.

Sonho que foi para o espaço

A ideia de montar um satélite dentro de sala de aula surgiu da mente criativa do professor Cândido Moura. Com uma ideia na cabeça e alunos aplicados na equipe, o sonho se transformou em realidade em 2016.

Agora o objetivo é lançar mais um satélite, o Tancredo-2, que está sendo projetado e desenvolvido por uma nova turma de alunos. Ele será um cubsat, com a missão principal de detectar, por meio de um sensor, a ocorrência de raios na atmosfera da Terra. Ele vai coletar dados que auxiliem nos mapas com incidências de raios para previsões do tempo mais precisas.

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