Fotógrafo Sebastião Salgado morre aos 81 anos

Profissional era considerado um dos maiores do mundo

Escrito por: Meon Redação2 min de leitura
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O renomado fotógrafo e ambientalista brasileiro Sebastião Salgado faleceu nesta sexta-feira, 23 de maio de 2025, aos 81 anos, conforme comunicado do Instituto Terra, organização dedicada à recuperação ambiental da Mata Atlântica que ele fundou ao lado da esposa, Lélia Wanick Salgado. A causa e o local da morte não foram divulgados.

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Nascido em Aimorés, Minas Gerais, em 1944, Salgado formou-se em Economia antes de se dedicar integralmente à fotografia nos anos 1970. Seu trabalho documental em preto e branco ganhou reconhecimento mundial por retratar com sensibilidade temas como migrações, trabalho manual, pobreza e meio ambiente. Projetos marcantes incluem os livros Trabalhadores (1996), Êxodos (2000) e Gênesis (2013), além do documentário O Sal da Terra (2014), dirigido por Wim Wenders e seu filho Juliano Ribeiro Salgado, indicado ao Oscar.

Ao longo da carreira, Salgado recebeu diversos prêmios internacionais, como o Prêmio Príncipe de Astúrias das Artes (1998), o W. Eugene Smith Memorial Fund (1982) e o Praemium Imperiale (2021). Foi também membro da Academia de Belas-Artes da França e Embaixador da Boa Vontade do UNICEF.

Além da fotografia, Salgado destacou-se pelo ativismo ambiental. Em 1998, criou o Instituto Terra, responsável pelo reflorestamento de mais de 2 milhões de árvores na região do Vale do Rio Doce, em Minas Gerais. A instituição lamentou sua morte, afirmando que ele foi “mais do que um dos melhores fotógrafos de nosso tempo” e que sua lente “revelou o mundo e suas contradições”.

Sebastião Salgado deixa a esposa, Lélia, e dois filhos, Juliano e Rodrigo. Seu legado permanece como um testemunho poderoso da dignidade humana e da urgência da preservação ambiental.

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