Secretaria de Saúde do Rio investiga se caxumba matou estudante de 14 anos
A Secretaria Municipal de Saúde investiga se uma estudante de 14 anos morreu em complicações de caxumba. O número de registros da doença no Estado neste ano superou o de 2014 – 606 casos até terça-feira, 07, ante 561 em todo o ano passado. A prefeitura do Rio mapeou 30 pontos de surto na Barra da Tijuca (zona oeste), bairros da zona sul e…

A Secretaria Municipal de Saúde investiga se uma estudante de 14 anos morreu em complicações de caxumba. O número de registros da doença no Estado neste ano superou o de 2014 – 606 casos até terça-feira, 07, ante 561 em todo o ano passado. A prefeitura do Rio mapeou 30 pontos de surto na Barra da Tijuca (zona oeste), bairros da zona sul e centro. Também houve notificações nas cidades de Niterói e Nova Iguaçu, na Região Metropolitana.
A adolescente foi internada em hospital particular na Barra da Tijuca com sintomas de encefalite (inflamação aguda no cérebro, desencadeada por infecção provocada por vírus ou bactéria). O corpo da estudante foi enterrado nesta terça-feira no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap. A secretaria investiga se a morte aconteceu em decorrência de complicações da caxumba. Os exames laboratoriais ainda não ficaram prontos.
Na escola em que a menina cursava o 1.º ano do ensino médio, houve 44 casos suspeitos da doença desde 21 de maio. A instituição tem sido acompanhada por profissionais da prefeitura, que orientaram o afastamento de alunos e funcionários com sintomas como febre, calafrios, dores musculares, de cabeça e ao mastigar ou engolir, além de fraqueza. Outras escolas da Barra também tiveram alunos com caxumba.
“A caxumba é uma doença endêmica e sua incidência aumenta no inverno. A grande maioria das pessoas contaminadas não estava vacinada para caxumba”, afirmou o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz. “Estamos alertando a população a checar sua carteira de vacinação e a procurar os postos de saúde caso não tenha recebido duas doses da vacina.”
A vacina contra caxumba passou a ser fornecida gratuitamente nos postos de saúde a partir de 2002, quando entrou no calendário do Programa Nacional de Imunização, lembra a presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Isabella Ballalai. “Muitos adultos jovens não receberam as duas doses que deveriam.”
Além disso, alguns Estados usaram a vacina dupla viral (rubéola e sarampo) nas campanhas para vacinação contra rubéola em vez da tríplice viral, que combina também a caxumba.
“As poucas pessoas não vacinadas com as duas doses que garantem a imunização mais aquelas que não se vacinaram fazem um número grande de suscetíveis e podem levar a surto até entre as pessoas já vacinadas. A gente reforça a importância da cobertura vacinal. Isso evita surtos como esse”, afirmou Isabella.
A recomendação da SBIm é que as pessoas que não receberam a vacina tríplice viral (ou não sabem se foram vacinadas) devem tomar duas doses, com intervalo de um mês entre elas. As que receberam a primeira dose, devem tomar a segunda. Isabella lembra que a caxumba é virose benigna. “Muito raramente leva a complicações como a encefalite”, afirmou.
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