Sem acordo, motoboys mantêm greve em São José

De acordo com líder do movimento, paralisação não tem data para acabar; Amobitec afirmou que está trabalhando para ajudar entregadores na redução de gastos

Escrito por: Gabriel Campoy3 min de leitura
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Continua pelo quinto dia seguido a greve de motoboys em São José dos Campos. Iniciada no último sábado (11), a paralisação envolve boa parte dos entregadores de delivery insatisfeitos com as taxas de entrega dos aplicativos e os bloqueios de conta efetuados nas plataformas.

De acordo com Elison Roseno de Lima, motoboy à frente do movimento, o ato grevista não tem, até o momento, data para terminar.

“Continuamos em greve. Falamos com algumas pessoas, estamos falando com outros colegas de profissão, mas até o momento não houve retorno”, destacou.

O motoboy ainda afirmou que houve uma confusão em relação ao manifesto contra as taxas de entrega. Segundo ele, ao contrário do que as empresas de aplicativos disseram, as taxas não foram reduzidas, mas ficaram sem reajuste.

“Em nenhum momento nós afirmamos que as taxas teriam sido reduzidas. Nossa manifestação grevista é em protesto ao não reajuste das taxas. Tudo aumentou. O preço da gasolina, do supermercado, dos itens de consumo, menos nossas taxas. Por que?”, questionou Elison

Meon
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O que diz a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia

Em comunicado enviado ao Portal Meon, a Amobitec (Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia) afirmou entender as consequências da alta no crescimento dos valores de combustível e afirmou estar trabalhando para ajudar os motoboys cadastrados a reduzirem os gastos fixos.

“Entre as medidas para auxiliar a reduzir custos estão convênios com postos de gasolina para oferecer desconto aos parceiros dos aplicativos no abastecimento dos veículos, além de parcerias com empresas para oferecer preços especiais em peças, acessórias e manutenção”, diz um trecho do comunicado

A associação ainda complementou que, desde o início da pandemia de Covid-19 no país, diversas ações de apoio aos profissionais foram realizadas, como distribuições gratuitas, reembolso pela compra de equipamentos e materiais de higiene e limpeza, além da criação de um fundo de mais de R$ 200 milhões para pagamento de auxilio financeiros aos parceiros que fossem infectados ou a integrantes do grupo de risco.

Por fim, a Amobitec enfatizou que “em nenhum momento houve a redução de taxas de remuneração dos parceiros, mesmo em momentos de instabilidade econômica”.

Portal do Entregador
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Bloqueios

Em relação aos bloqueios, a Amobitec destacou que as empresas associadas têm políticas próprias em relação à temática. Contudo, a associação pontua que “todas as empresas reúnem em seus Termos de Uso as atitudes esperadas para o bom funcionamento do serviço para todos”.

Segundo o comunicado, a associação “é favorável às boas práticas de transparência em relação ao bloqueio, suspensão ou exclusão de entregadores das plataformas, sem descuidar, entretanto, de mecanismos necessários para proteção e segurança de dados pessoais”.

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