Sem disputa: grupos de dança destacam a troca de experiências no Festidança

O Festidança começou nessa noite de sexta-feira (13) e se estende por mais 10 dias com 300 coreografias de 79 grupos diferentes que vêm de 45 cidades de dentro e fora do Estado de São Paulo. Mas, para as companhias da região, o que é participar do Festidança?

Escrito por: Renan Simão2 min de leitura
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De avançado ao básico, mostras promovem o contato com outras técnicas

Divulgação/Vanessaballet

O Festidança começou na noite de sexta-feira (13) e se estende por mais 10 dias com 300 coreografias de 79 grupos diferentes que vêm de 45 cidades de dentro e fora do Estado de São Paulo. Mas, para as companhias da região, o que é participar do Festidança?

“O festival gera esse intercâmbio cultural, de conhecimento técnico da dança e de colocar os jovens bailarinos daqui em contato com o melhor que está sendo feito no Brasil”, afirma Luís Coelho, coordenador do festival realizado pela FCCR (Fundação Cultural Cassiano Ricardo).

Além dos espetáculos convidados e da mostra competitiva, o festival destaca as apresentações não-competitivas (as mais numerosas) que promovem espetáculos infantis, de danças urbanas e mostra regional que tiram a carga de disputa do evento e estimulam a troca de experiências entre as companhias. Outro fator que atrai tantas academias é que não há taxa de inscrição para participar das mostras.

“Esse ano quase a escola inteira vai participar, temos 14 espetáculos selecionados”, conta Nicolas Karps, diretor da CBS Dance Factory, de São José dos Campos. “Dez destes estão na mostra regional, o que contribui para o contato dos novos bailarinos com gente de fora, outras modalidades e outros professores”.

Karps também ressalta a presença dos workshops e dos seminários oferecidos, que “mantêm o nível do festival bem alto”.

A academia Dancing Dayse, também de São José, se apresenta com apenas um grupo de jazz avançado de 13 meninas e vê o Festidança como uma importante vitrine.

“A nossa academia é muito pequena, são poucas as oportunidades para a gente se apresentar, mesmo que o espetáculo seja simples, os alunos se sentem super valorizados e passam o ano inteiro esperando isso”, diz Dayse Capistrano, proprietária da academia.

“É muito importante para ver gente de fora”, conta Sueli Maia que comanda sua companhia de dança em Taubaté e faz apresentações no Festidança nas categorias sapateado e balé contemporâneo.

“Claro que troféu e competição são importantes, mas com as mostras não-competitivas os alunos têm a oportunidade de ver outros grupos sem aquela rivalidade. Isso estimula os alunos a serem melhores”, afirma.

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