Sem espaço no Brasil, Jonathan tenta a seleção italiana
Cada vez mais cheia, a lista de jogadores brasileiros que atuam por outras seleções pode ganhar mais um integrante. Sem nunca ter defendido o Brasil em sua carreira, o lateral-direito Jonathan, atualmente na Inter de Milão, afirmou nesta quarta-feira ao jornal italiano Gazzetta Dello Sport que possui interesse em defender a Itália. Contestado…

Cada vez mais cheia, a lista de jogadores brasileiros que atuam por outras seleções pode ganhar mais um integrante. Sem nunca ter defendido o Brasil em sua carreira, o lateral-direito Jonathan, atualmente na Inter de Milão, afirmou nesta quarta-feira ao jornal italiano Gazzetta Dello Sport que possui interesse em defender a Itália.
Contestado em sua chegada na Itália, há pouco mais de três anos, o jogador chegou a ser emprestado ao Parma antes de virar titular na Inter. Sabendo que a seleção brasileira está praticamente fechada para a disputa da Copa, Jonathan, que possui passaporte italiano, busca agora chamar a atenção de Cesare Prandelli. “Se o treinador me chamasse, eu ficaria contente em jogar pela Itália”, afirmou lateral de 28 anos.
Mesmo com o anúncio público, a probabilidade de Jonathan defender a seleção italiana na Copa é muito pequena. Isso porque o amistoso desta quarta-feira, contra a Espanha, será o último teste da equipe de Prandelli antes da convocação definitiva dos atletas que irão disputar a competição no Brasil entre junho e julho. Os prováveis laterais-direitos da Itália no Mundial devem ser Ignazio Abate, do Milan, e Christian Maggio, do Napoli.
Histórico
Essa não seria a primeira vez que a seleção italiana usaria atletas brasileiros em seu plantel. Além do volante Thiago Motta, presente nas últimas convocações, os atacantes Amauri e Mazzola atuaram com a camisa da Itália em outras épocas. No grupo atual, a Azzurra também conta com os argentinos naturalizados Gabriel Paletta, do Parma, e Pablo Osvaldo, da Juventus.
Prevenção
Preocupada com a quantidade de jogadores que recentemente conseguiram a naturalização para defender seleções de outros países, a CBF foi à Europa, representada por Alexandre Gallo, mapear jovens atletas com o intuito de fazê-los atuar pelo Brasil já nos Jogos Olímpicos do Rio em 2016. Somente no Mundial deste ano, nomes como Diego Costa, Thiago Alcântara, Eduardo da Silva, Pepe e Thiago Motta devem jogar por outras equipes.
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