Sem salário, trabalhadores da Inox vendem terrenos da empresa em Jacareí

Os trabalhadores da Inox, de Jacareí, estão vendendo dois terrenos da empresa por R$ 23,5 milhões para pagamentos da dívida trabalhista que a fábrica vem acumulando desde 2009. A Inox está fechada desde novembro de 2013 e deve R$ 19 milhões para os funcionários.

Escrito por: Rodrigo Ribeiro2 min de leitura
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Sem salário, trabalhadores da Inox vendem terrenos da empresa em Jacareí (Divulgação/SindMetal/Jacareí)

Sem salário, trabalhadores da Inox vendem terrenos da empresa em Jacareí

Divulgação/SindMetal/Jacareí

Os trabalhadores da Inox, de Jacareí, estão vendendo dois terrenos da empresa por R$ 23,5 milhões para pagamentos da dívida trabalhista que a fábrica vem acumulando desde 2009. A Inox está fechada desde novembro de 2013 e deve R$ 19 milhões para os funcionários.

Os dois terrenos foram confiscados pela 2ª. Vara da Justiça do Trabalho de Jacareí em nome dos funcionários da Inox e a venda já foi liberada pela Justiça. Em uma das áreas, de 42,7 mil metros quadrados, está localizada a fábrica. O outro terreno tem 50 mil metros quadrados e fica nos fundos da empresa.

Ao todo, setenta trabalhadores estão sem receber salário desde outubro de 2013. Além disso, há dez anos a empresa não recolhe FGTS e INSS. A empresa também deve as verbas rescisórias para outros 60 funcionários demitidos em 2009.

A Inox é do setor de fundição e está instalada em Jacareí desde 1986. Ambos terrenos, ficam no Jardim São Silvestre, a 300 metros da Rodovia Dom Pedro. Os interessados na compra devem entrar em contato com a subsede do sindicato dos Metalúrgicos, em Jacareí, pelo telefone (12)3953-5191 ou pelo e-mail jacareí@sindmetalsjc.org.br.

Histórico
Para pressionar a empresa a pagar essa dívida, os trabalhadores ficaram por cinco meses acampados dentro da empresa  (entre novembro de 2013 e abril de 2014). O Sindicato, a Justiça e os funcionários elegeram uma comissão para acompanhar o processo e escolheram seis trabalhadores para fazer a guarda da fábrica e impedir a retirada dos equipamentos, que também foram confiscados.

Os trabalhadores chegaram a enviar uma carta para a presidente Dilma Rousseff (PT) e para o governador Geraldo Alckmin (PSDB), reivindicando medidas que impedissem o fechamento dos postos de trabalho. Mas segundo o sindicato dos Metalúrgicos, nenhum deles se manifestou.

Os trabalhadores propuseram que a prefeitura assumisse a Inox, pagasse os salários atrasados e vendesse a fábrica para outro grupo econômico, mas a proposta não foi aceita. A prefeitura no entanto, doou uma cesta básica para cada trabalhador e estabeleceu o fornecimento de água para a fábrica.

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