Sem-teto planejam ‘panelaço’ contra aumento da passagem em SP
A partir de quinta-feira, 22, o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto, protagonista nas manifestações de ruas em 2014, engrossa o coro do Passe Livre contra o aumento da tarifa. Em sete ações simultâneas em regiões da periferia da Grande São Paulo, o MTST deve mobilizar cerca de 25 mil moradores em 15 assentamentos e 60 prédios. Até então os…

A partir de quinta-feira, 22, o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto, protagonista nas manifestações de ruas em 2014, engrossa o coro do Passe Livre contra o aumento da tarifa. Em sete ações simultâneas em regiões da periferia da Grande São Paulo, o MTST deve mobilizar cerca de 25 mil moradores em 15 assentamentos e 60 prédios.
Até então os sem-teto haviam apenas declarado apoio à reivindicação do Movimento Passe Livre. Isso ocorreu tanto nos protestos de 2013 como nos três atos deste ano.
No ano passado, o MTST promoveu mais de 70 protestos só na capital paulista, todos por moradia. O grupo chegou a ganhar repercussão internacional ao assegurar a construção de prédios populares no terreno privado em Itaquera ocupado por 2 mil famílias em junho e batizado de “Copa do Povo”.
“O protagonismo da discussão por moradia dará lugar para a reivindicação popular por transporte público bom e barato, para todos”, informa o MTST em sua página no Facebook.
Um panelaço será realizado pelos sem-teto amanhã nas regiões do Grajaú, Itaquera, MBoi Mirim e Campo Limpo, na zona sul da capital, e nas cidades de Santo André, Carapicuíba e Taboão da Serra, na região metropolitana. A ideia do movimento é fazer sete ações simultâneas, todas a partir das 17h. Moradores das principais ocupações da região metropolitana foram convocados para o ato.
Na sexta-feira o Passe Livre volta às ruas do centro. O quarto ato contra a tarifa está marcado para as 17 horas, em frente ao Teatro Municipal. A aposta das lideranças do movimento é que a volta às aulas, a partir de segunda-feira (dia 26), aumente o número de manifestantes nas passeatas da próxima semana.
O MTST, porém, deve fazer ações próprias contra a tarifa, sem participar diretamente dos protestos convocados pelo Passe Livre.
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