Senadores chegam a ter mais de 80 assessores

Presidência da casa pode ter até 260 assessores comissionados

Escrito por: Meon Redação2 min de leitura
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Os gabinetes de alguns senadores passaram a ser empregadores de dezenas de assessores. Para os chamados cargos de confiança, aqueles sem realização de concursos públicos, há parlamentar que chega a ter mais de 70 servidores comissionados.

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Eleito senador de 2019, depois de cumprir três mandatos como deputado federal, Eduardo Gomes aparece com destaque na lista. De acordo com o jornal O Estado de São Paulo, ele conta, atualmente, com 82 assessores.

O inchaço de servidores não é exclusividade de político que representa o Tocantins. Rogério Carvalho, Randolfe Rodrigues e Omar Aziz, têm 77, 67 e 64 comissionados, respectivamente. Ao todo, o Estadão afirma que 12 dos 81 senadores contam com mais de 50 assessores – Com salários pagos com dinheiro dos contribuintes brasileiros.

Conforme as informações, tais estruturas se assemelham a de uma empresa média. Uma corporação desse porte tem de 50 a 99 funcionários, segundo o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Tendo o caso Gomes como exemplo, a reportagem revela que os salários dos 82 assessores do senador variam de R$ 1,4 mil (ajudante parlamentar júnior) a R$24,3 mil (assessor parlamentar). Entre servidores lotados no gabinete em Brasília e num escritório de apoio em Palmas, as funções, como numa empresa, contam com os níveis Júnior, pleno e sênior.

As nomeações de dezenas de assessores para os gabinetes de senadores se dão por meio de “brechas” legais, conforme ressalta o estadão. Isso porque o regulamento administrativo do senado tem como limite 12 cargos comissionados por parlamentar: No entanto, funções extras na Casa – como ocupar cargo de liderança partidária, presidir comissão e desempenhar função na mesa diretora – permitem a multiplicação de servidores.

A presidência do Senado pode contar, por exemplo, com 260 assessores comissionados. De acordo com o jornal O Estado de São Paulo, o atual Senado, Rodrigo Pacheco, tem 36 servidores não concursados.

Fonte: Estadão

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