Serviço de zona azul é suspenso na região central de Taubaté

Empresa e prefeitura trocam acusações de não cumprimento de contrato

Escrito por: Rodrigo Ribeiro3 min de leitura
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Serviço de zona azul é suspenso na região central de Taubaté

Divulgação

O serviço de zona azul na região central de Taubaté foi suspenso nesta segunda-feira (20). De acordo com o coordenador da Expark Soluções em Trânsito Ltda, responsável pelo serviço, a decisão partiu da própria empresa. Tanto a prefeitura como a Expark trocam acusações de não cumprimento de contrato.

“Mandamos alertas para os agentes de trânsito e eles não fazem nada, automaticamente, não há arrecadação e o serviço acaba prejudicado”, afirma Estevão Luiz Galvão, coordenador da empresa em Taubaté.

A prefeitura, por outro lado, informou que não conseguia fazer a fiscalização das vagas na via pública “porque os agentes não conseguiam acessar os sistemas da empresa para fazer as multas”, comunicou em nota.

“A Expark não tem cumprido os termos estabelecidos na licitação e no contrato. Entre os termos em desacordo, por exemplo, estão equipamentos em funcionamento, monitores na via pública e quantidade de vagas ofertadas à população”, diz outro trecho da nota da prefeitura.

Segundo a prefeitura, a empresa foi notificada 18 vezes pela má qualidade na prestação dos serviços, com base em reclamações da população e em registros dos próprios veículos de comunicação.

A empresa nega a falta de manutenção dos equipamentos. “Foram problemas pontuais apontados, comum no funcionamento de qualquer equipamento eletrônico, mas sempre reparando através de nossos técnicos. Ouvimos as críticas calados, obedecemos as ordens do Poder Público, sofremos vandalismos, mas mesmo assim, suportamos os prejuízos causados”, informa.

No fim de semana, a Expark emitiu um comunicado à população da cidade informando da paralisação do serviço nesta segunda-feira. “Somente voltará a funcionar quando a concedente, a prefeitura, voltar a operar com seus agentes de trânsito para a devida fiscalização das infrações de estacionamento”, diz um trecho.

“Quando da licitação, acreditávamos que o órgão competente na fiscalização, tivesse condições de cumprir com suas obrigações e proceder com a devida autuação dos infratores, beneficiando aqueles que cumprem com seus deveres. No entanto, há mais de três meses que foram retirados da rua os poucos agentes que atuam nesta área, prejudicando o funcionamento da empresa e consequentemente o faturamento mínimo necessário para a manutenção da mesma nesta cidade”, traz outro trecho do comunicado.

De acordo com Estevão, o contrato não foi rescindido com a prefeitura. “Não tem nada de rescisão ainda, a prefeitura não nos procurou, não tem nada oficial, quem decidiu pela paralisação foi a empresa para ‘forçar’ a prefeitura a conversar com a gente”, conclui.

A administração municipal confirmou que o cancelamento do contrato ainda não aconteceu mas que a auditoria da prefeitura está calculando o valor de uma multa que será aplicada à empresa, juntamente com a posterior rescisão contratual. “Após concretizada a rescisão, será aberta uma nova licitação”, conclui a prefeitura.

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