Sete razões para viajar para Bonito
Bonito por natureza: Descubra o que fazer na cidade e suas principais atrações; modelo nacional quando se trata de ecoturismo, balneário sul-matogrossense reúne 32 atrações diferentes, com ou sem frio na barriga.


A 23 km de Bonito, o Abismo Anhumas só pode ser visto após um vertiginoso rapel pela única fenda que surge do teto colapsado dessa caverna
Eduardo Vessoni
Se sobram títulos para esse destino do Mato Grosso do Sul, faltam adjetivos para quem desembarca por ali. Modelo nacional de ecoturismo e uma das melhores opções de turismo responsável do planeta, segundo o World Responsible Tourism Awards, Bonito honra o nome de batismo.
Essa cidade da Serra da Bodoquena, a 265 km de Campo Grande, conta com 32 atividades diferentes entre as 40 atrações oficiais Por ali, dá para fazer de flutuações inocentes em rios de águas calmas e cristalinas ou descer profundo, por um rapel que finda no interior de uma caverna a 72 metros de profundidade, que deixa a gente sem palavras.
É certo que o voucher único de preços tabelados e os ingressos das atrações com valores acima da média nacional ainda causam polêmica e afastam os orçamentos mais apertados, mas Bonito vem se posicionando na lista dos destinos brasileiros mais desejados, dos quais 30% do número total de visitantes são estrangeiros, de acordo com dados da secretaria local de turismo
Embora o período de chuvas vá de novembro a fevereiro, a alta temporada se concentra em dezembro, janeiro e julho. Abaixo, selecionamos sete atividades obrigatórias em Bonito.

Grupo de skatistas não resistiu as belezas de Bonito ao viajar pela Brasil durante as gravações do documentário
Fernando Zanoni/Documentário ‘Brazil é com S’
Balneário Municipal
A apenas 5 km do centro, é um dos endereços mais acessíveis de Bonito. Com jeitão de clube de fim de semana, o balneário é equipado com restaurante, quiosques para aluguel, quadras poliesportivas e áreas para banho no Rio Formoso, cujos cardumes coloridos já estão acostumados com a presença humana. Entrada de R$ 30 a R$ 36 por pessoa, de acordo com a temporada.
Grutas
Bonito impressiona até debaixo da terra. A gruta mais popular é a do Lago Azul (de R$ 50 a 65), com acesso por uma trilha fácil até a dolina de 40 metros de diâmetro, de onde se tem vista do lago interior, a 90 metros de profundidade. De dezembro a fevereiro, das 8h30 às 9h30, os visitantes são surpreendidos com a melhor incidência de luz sobre o lago, que garante às fotos os tons exageradamente azuis que deram fama ao local. A 4 km dali, a Gruta de São Miguel (grutasdesaomiguel.com; R$ 50) é a versão menos muvucada para quem quer ter a sensação de caminhar entre salões com formações variadas de 65 milhões de anos, no mesmo conjunto de rochas da Gruta do Lago Azul. Destaque para as araras na área externa e a ponte pênsil na altura das copas das árvores, que dá acesso à atração.
Flutuação
Ir para Bonito significa, ao menos uma vez, flutuar sobre as águas transparentes que deram fama ao destino. Com alta concentração de calcário, que funciona como uma espécie de filtro natural, os rios são conhecidos pela incomparável visibilidade de suas águas. Os percursos, que incluem trilhas curtas, costumam ter 2 km de extensão, e os visitantes seguem a correnteza sem pressa de rios como o Sucuri (riosucuri.com.br; de R$ 186 a R$ 202) e Prata (riodaprata.com.br; de R$ 204 a R$ 240), no município vizinho de Jardim. Para ver peixes em grande quantidade, vá de maio a novembro.
De bicicleta
Neste roteiro ciclístico de quase 18 km de extensão (ida e volta), o viajante não só pedala às margens do Rio Formoso e sobre trilhas do Parque Ecológico Rio Formoso como também planta uma árvore em área de reflorestamento. Segundo Márcio Lima, em mais de seis anos do Projeto Lobo Guará (loboguarabikeadventure com.br) já foram mais de 5 mil mudas plantadas de espécies de como aroeira, cedro e ingá. O tour guiado (R$ 115 por pessoa) inclui paradas para banho e explicações históricas.
Turismo rural
A versão bucólica de Bonito está em fazendas nos arredores, como a Estância Mimosa (estanciamimosa.com.br; a partir de R$ 68), com atividades como trilhas com paradas em cachoeiras e passeios a cavalo – o empreendimento fica dentro de uma RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural). Destaque para o bufê livre (R$ 48 por pessoa), com pratos feitos no fogão a lenha. Já a Fazenda Ceita Corê (ceitacoreecoturismo.com.br) tem visita à discreta nascente do Rio Chapena, tour de canoa e trilha guiada de 1.800 metros com paradas em piscinas naturais e cachoeiras.
Adrenalina em nível moderado
Viajantes (nem tão) radicais encontram opções a apenas 6 km de Bonito. Equipado com cabanas suspensas em meio ao bosque, o Hotel Cabanas (hotelcabanas.com.br) tem atividades abertas a não-hóspedes, como o boia-cross leve de 1.200 metros pelo Rio Formoso (R$ 75), onde pode ser feito também um mergulho com cilindro (R$ 235), a uma profundidade média de 4,5 metros e visibilidade de até 20 metros. Mas o melhor é o circuito de arvorismo (R$ 110), com 20 obstáculos pelas copas das árvores e uma tirolesa que desemboca no rio.
Abismo Anhumas
A 23 km do centro de Bonito, o Abismo Anhumas (abismoanhumas.com br; R$ 760, com rapel e flutuação) só pode ser visto após um vertiginoso rapel de 72 metros de profundidade – equivalente a um prédio de 26 andares – pela única fenda que surge do teto colapsado dessa caverna. Em seguida, vem a flutuação em seu lago interior de 80 metros de profundidade (visitantes certificados podem realizar mergulhos com cilindro; R$ 1.045, com rapel), entre cones calcários de até 20 metros de altura, na impactante Cidade dos Cones.
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