NX Zero fala de nova fase antes de show deste sábado em Jacareí

“A gente ia de van, fazia muito show em Caçapava, Taubaté. Não tinha guitarra, amplificador e pegava R$ 20 de cada um para pagar a gasolina da van”, conta Filipe Ricardo, guitarrista do NX Zero. A banda paulistana, que saiu do hardcore independente para ganhar o grande público, se apresenta neste sábado (17), às 23h, na casa de shows Cenário, em Jacareí. Os ingressos vão de R$ 40 a R$ 80.

Escrito por: Renan Simão5 min de leitura
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Banda faz show de sucessos e de canções do último disco “Em Comum” (2012)

Divulgação

“A gente fazia muito show em Caçapava, Taubaté. Não tinha guitarra, amplificador e a gente pegava R$ 20 de cada um para pagar a gasolina da van”, conta Filipe Ricardo, guitarrista do NX Zero. A banda paulistana, que saiu do hardcore independente para ganhar o grande público, se apresenta neste sábado (17), às 23h, na casa de shows Cenário, em Jacareí. Os ingressos vão de R$ 40 a R$ 80.

O guitarrista fala ao Meon sobre as mudanças da banda desde seu início em 2004, a recepção do público quanto ao quinto álbum de estúdio da banda “Em Comum” (2012), a liberdade autoral da banda mesmo em uma grande gravadora [Universal Music] e sobre um novo álbum, ainda em processo de produção, que foi gravado em uma casa de praia e que promete “um som mais pra cima, mais alto astral”.

Vocês vão tocar em Jacareí. Têm alguma relação com a região?
A gente tocou muito aqui quando éramos independentes. A gente ia de van, fazia muito show em Caçapava, Taubaté, toda a região. E é legal chegar agora com um show com mais estrutura, levar equipamento de som, telão, para um maior público.

Vocês têm saudade da época de independente? 
Muita coisa importante que você teve que passar faz você lidar de uma outra maneira com o que você tem hoje. Não se deslumbrar, entender o que a gente quer do nosso trabalho, não perder a noção, sabe? Isso acontece até com o show. Às vezes a gente vai para lugares que não têm uma estrutura muito legal, mas a gente lembra que se virava num palco menor, com estrutura menor. A gente não tinha guitarra nem amplificador. Não tinha roadie, pegava R$ 20 de cada um e colocava gasolina na van. Hoje a gente tem uma estrutura muito melhor.

O tesão de tocar continua?
O tesão de tocar é até maior. Porque a gente tem muito mais público, uma qualidade de som melhor. E isso dá um gás novo. A gente nunca meio que se acomodou, mesmo quando assinamos com gravadora grande [Universal Music].

O Diego já disse que esse novo disco tem uma nova roupagem. O que esse momento do NX Zero tem de novo?
Acho que a gente está em uma evolução bem natural. A gente tem esse tempo de banda, temos mais personalidade, eu acho. Tem até mais a ver com tocar uma música mais brasileira. A gente tinha influência de som gringo, aquela coisa de copiar guitarra. Hoje a gente procura mais texturas no som, mais ritmo, de criar um groove de guitarra, de criar climas. Acho que esse momento transmite essa intenção.

Com a exceção de “Maré”, o último disco “Em Comum” não teve muitos hits. Isso importa muito para vocês?
Não sei se teve pouca aceitação. A gente trabalhou três músicas nesse disco, está na média dos outros. Foram “Maré”, que bombou mais, depois “Ligação”, uma música que tinha muito do estilo da nossa época de independente e, agora, “Hoje O Céu Abriu”, que a gente está trabalhando agora, uma música mais pra cima, mais groove. No final, é meio relativo, a gente ouve o disco inteiro e quase todas poderiam ser singles. A gente não pensa muito nisso.

Como vocês veem a liberdade autoral feita numa grande gravadora, a Universal?
A gente começou bastante novo. Sempre seguiu aquilo que a gente acreditou. Mas, numa certa idade, você pode parecer muito ingênuo, mas, mesmo assim, o NX Zero nunca foi uma banda que pedia uma música para alguém fazer, para a gente bombar. A gente gosta de todas as nossas músicas e o nosso trabalho chamou a atenção das grande gravadoras. Acho que isso deu uma certa responsabilidade para gente.

A gravadora mais ajuda do que atrapalha?
A gente nunca teve problema com isso. As nossas músicas sempre foram bem aceitas nas rádios e com o público, foi natural. Nunca pensamos assim: ‘vamos fazer uma música desse jeito’. Se perder essa naturalidade, o público vai perder o interesse, acho.

Quais são os próximos projetos?
Bom, a gente está fazendo shows do “Em Comum” já faz um tempo, desde 2012. Shows que são um apanhado bem geral da nossa carreira, com músicas de todos os discos. Músicas lentas, das antigas, covers, mas, claro, enfatizando as do “em Comum”.

Quais covers?
De Charlie Brown, Legião Urbana, varia muito, até para fazer um setlist diferente para quem já viu 30, 50 shows da gente. Também tem a coisa de mudar os arranjos, os tons. Mas a gente está tocando mais covers de música brasileira, Barão Vermelho, Jorge Ben Jor.

E os novos projetos?
A gente vem fazendo shows acústicos, bem despretensiosos, para tocar de uma outra forma, arranjar de outra forma. A gente já fez dois [shows] lá no Sul. Mas não é tanto a nossa prioridade. Em fevereiro do começo desse ano, a gente gravou umas seis ou sete músicas numa casa de praia, no litoral de São Paulo. A gente nunca fez isso que outras bandas já fizeram: se desligar de tudo, parar de pensar no trabalho, em divulgação de show, deixar de lado a casa, a namorada. Era só a gente e a praia. E eu acho que vai sair um álbum bem surpreendente, que é mais um passo na nossa carreira.

O disco vai ter clima de luau?
Acho que não é isso. Vai ser um som mais bem resolvido em vários aspectos. É mais por esse caminho de “O Céu Abriu”, um som mais pra cima, mais alto astral. E também a gente fala de uma outra forma sobre outros assuntos para chegar a novas conquistas na nossa carreira.

NX ZERO EM JACAREÍ
Quando:
sábado (17), às 23h
Onde:
Cenário – avenida Malek Assad, 1509, Jacareí 
Quanto:
de R$ 40 a R$ 80
Mais informações: 
(12) 3014-5481

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