Sob protestos, Flamengo marca dois gols no final e vira sobre o Athletico-PR
Sob protestos e reclamações da torcida que outra vez encheu o estádio do Maracanã (com mais de 52 mil torcedores), no Rio de Janeiro, o Flamengo foi buscar uma virada histórica no Campeonato Brasileiro. Neste domingo, o time do técnico Abel Braga estava perdendo por 2 a 1 nos minutos finais, mas com dois gols após os 44 minutos virou em cima do…

Sob protestos e reclamações da torcida que outra vez encheu o estádio do Maracanã (com mais de 52 mil torcedores), no Rio de Janeiro, o Flamengo foi buscar uma virada histórica no Campeonato Brasileiro. Neste domingo, o time do técnico Abel Braga estava perdendo por 2 a 1 nos minutos finais, mas com dois gols após os 44 minutos virou em cima do Athletico-PR e venceu por 3 a 2, pela sexta rodada.
O resultado, conquistado na raça, acabou colocando o Flamengo na zona de classificação à Copa Libertadores do ano que vem, com 10 pontos. O Athletico-PR, por sua vez, se manteve no meio da tabela, com sete. Mas o técnico Tiago Nunes optou por escalar um time alternativo, priorizando as disputas na Copa do Brasil e na Recopa Sul-Americana.
Sem conseguir fazer um bom primeiro tempo, o Flamengo foi para o intervalo na frente após gol de pênalti consultado pelo VAR (árbitro de vídeo) marcado por Gabriel. No segundo tempo, o time carioca recuou e tomou a virada após dois gols de Marcelo Cirino.
A partir daí começaram as criticas em cima da Abel Braga, principalmente após as substituições feitas pelo treinador. Mesmo assim, o Flamengo conseguiu a virada com o atacante Bruno Henrique e o zagueiro Rodrigo Caio. Após o apito final, enquanto os jogadores corriam para abraçar o técnico, a torcida xingou o comandante.
O Flamengo começou a partida mais ligado. Logo aos três minutos, após roubada de bola, William Arão lançou Bruno Henrique dentro da área. O atacante se preparava para fazer o chute, mas foi travado e a bola acabou saindo para escanteio. Logo em seguida, Everton Ribeiro tentou o cruzamento, mas mandou direto para o gol. A bola passou na frente da meta de Santos e saiu pela linha de fundo.
Após o começo forte, o Flamengo ficou preso no sistema de marcação do Athletico-PR e teve apenas posse de bola no campo de ataque sem nenhuma efetividade. Os visitantes aproveitaram para chegar ao campo de ataque e quase abriram o placar aos 16 minutos em desvio de Lucas Halter após cobrança de falta. Diego Alves, dentro da pequena área, saiu abafando e salvou. Na sequência, Márcio Azevedo errou passe no campo de ataque e deixou para Bruno Henrique. O atacante finalizou forte, mas Santos caiu bem para fazer linda defesa e salvar os atleticanos.
O jogo de erros de passes continuou ajudando os atacantes. Aos 20 minutos foi a vez de Diego errar na saída de bola. Marcelo Cirino se aproveitou, invadiu a área e finalizou, parando em Diego Alves. Na sequência, aos 26, Madson tentou recuo, mas deu nos pés de Gabriel. O atacante invadiu a área, driblou Santos e foi derrubado pelo goleiro paranaense: pênalti. O árbitro gaúcho Daniel Nobre Bins ainda foi consultar o lance no VAR, mas manteve a marcação de campo. Aos 31, o próprio Gabriel foi para a bola e não deu chances para Santos, abrindo o placar. Encerrou um jejum de quase um mês e quatro jogos sem marcar.
Apesar da vantagem, o Flamengo teve dificuldades para tocar a bola e dependeu exclusivamente de lampejos de Everton Ribeiro para chegar ao campo de ataque e de cruzamentos na área. Organizado e sabendo o que fazer com a bola, o Athletico-PR obrigou Diego Alves fazer outra grande defesa antes do intervalo. Aos 46 minutos, Márcio Azevedo levantou na cabeça de Erick, que testou firme, exigindo grande intervenção do camisa 1 flamenguista.
O Flamengo voltou menos ligado no segundo tempo e com menos de dois minutos viu o adversário levar perigo. Primeiro em finalização de Brian Romero, que acabou bloqueado por Renê. Em seguida, Erick tentou de bicicleta depois de corte errado de Rodrigo Caio. Aproveitando o recuo do adversário, o Athletico-PR envolvia o adversário, dominava e buscava o empate, que veio aos 18. Após boa troca de passes, Braian Romero recebeu dentro da área, ganhou na corrida de Rodrigo Caio e cruzou rasteiro para Marcelo Cirino completar para o gol vazio.
POLÊMICA E VIRADA – Após o gol, o Athletico-PR teve contra-ataque e Madson foi derrubado na área. O árbitro mandou o jogo seguir. Na sequência do lance, o Flamengo subiu ao campo de ataque e Everton Ribeiro levou perigo em chute de fora da área. Antes da batida do tiro de meta, o árbitro foi chamado pelo assistente de vídeo. Depois de consultar o VAR, voltou atrás na primeira marcação e marcou pênalti de Bruno Henrique em cima do lateral atleticano. Aos 25 minutos, Marcelo Cirino cobrou firme e marcou. Diego Alves chegou a tocar na bola, mas não teve forças para evitar.
A virada no Maracanã não foi só no placar, mas também no ânimo da torcida. As vaias e reclamações passaram a tomar conta do ambiente. Nas últimas alterações promovidas por Abel Braga – entradas de Rodinei e Lincoln – inflamaram ainda mais as críticas. Nomes até então incontestáveis como Diego e Gabriel foram criticados quando tocavam na bola.
Nos minutos finais, o Flamengo foi para o abafa em busca do empate e conseguiu aos 44 minutos. Após cruzamento de Everton Ribeiro, Bruno Henrique ganhou de Madson pelo alto e testou para o gol. Na base da raça, aos 50, saiu o gol da vitória. Após escanteio batido por Renê, Rodrigo Caio subiu e desviou de cabeça para o gol.
O Flamengo volta a campo contra o Fortaleza, no próximo sábado, às 16 horas, no estádio do Engenhão, no Rio de Janeiro. Já o Athletico-PR tem uma semana cheia. Nesta quinta-feira, os paranaenses enfrentam o River Plate, às 21h30 (de Brasília), em Buenos Aires, pelo jogo de volta da final da Recopa Sul-Americana. No Brasileirão, o adversário será o Fluminense, no domingo, às 16 horas, em Curitiba.
FICHA TÉCNICA
FLAMENGO 3 x 2 ATHLETICO-PR
FLAMENGO – Diego Alves; Pará (Rodinei), Thuler, Rodrigo Caio e Renê; Piris da Motta (Vitinho), Willian Arão, Diego e Everton Ribeiro; Bruno Henrique e Gabriel (Lincoln). Técnico: Abel Braga.
ATHLETICO-PR – Santos; Madson, Lucas Halter, Léo Pereira e Márcio Azevedo; Wellington, Erick e Matheus Rossetto (Bruno Guimarães); Marcelo Cirino, Thonny Anderson (Tomás Andrade) e Braian Romero (Paulo André). Técnico: Tiago Nunes.
GOLS – Gabriel (pênalti), aos 31 minutos do primeiro tempo; Marcelo Cirino, aos 18 e aos 25 (pênalti), Bruno Henrique, aos 44, e Rodrigo Caio, aos 50 minutos do segundo tempo.
CARTÕES AMARELOS – Diego, Pará, Bruno Henrique e Rodrigo Caio (Flamengo); Santos, Wellington e Márcio Azevedo (Athletico-PR).
ÁRBITRO – Daniel Nobre Bins (RS).
RENDA – R$ 1.571.771,50.
PÚBLICO – 49.124 pagantes (52.667 no total).
LOCAL – Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ).
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