Sociedade
Confira mais um texto participante do Meon Jovem

Numa sociedade onde gostar de alguém do mesmo sexo é pecado.
Numa sociedade escravocrata que ainda tenta apagar o seu passado.
Numa sociedade onde o negro ainda é visto como escravo.
Harriet, Dandara, Mary McLeod Bethune, Elaine Brown e muitas outras não morreram e lutaram, pra branquitude, mesmo depois de tantos anos ainda achar bonito fazer “piada” racista.
Mas pra você é fácil né, até porque não foi seu filho que morreu quando um policial “achou” que ele tava armado.
Pra você é fácil dizer quando a sua religião não é perseguida.
Pra você é fácil, já que a sua igreja não é atacada e muito menos incendiada.
Numa sociedade onde explicar o óbvio é muito difícil e disseminar o ódio na cabeça das crianças é o preferível.
Onde gay é nojento,
a lésbica é fetichizada
e o bi “não sabe o que quer”
sem contar as muitas outras orientações sexuais e identidades de gêneros que pela sociedade branca conservadora, são apagadas.
Numa sociedade mente fechada, onde ser autista é frescurinha.
“Oras, pare de fingir e dê lugar a quem precisa.”
É o que pessoas TEA que dependem de transporte público escutam todos os dias.
E se eu for falar de todo tipo de preconceito, não vai caber em menos de 100 linhas.
fogo nos racistas, fogo nos machistas, fogo nos lgbtfóbicos. Fogo em toda esse gente que é contra a nossa gente. Porque na nossa geração, não tem palco para preconceituosos.
Com supervisão de Isabela Sardinha, jornalista do Meon Jovem.

9° ano do ensino fundamental - E.E Prof Ruth Coutinho Sobreiro - SJC
