Sodré: “queriam me naturalizar no Qatar, mas sonho com a seleção brasileira”
Joseense jogou por mais de dois anos no Qatar e se transferiu para o Coritiba


Joseense jogou por mais de dois anos no Qatar e se transferiu para o Coritiba
Rodrigo Ribeiro/Meon
Uma rápida passagem pelo Paulista de Jundiaí foi o suficiente para o meia Diogo Sodré despertar a atenção do mundo árabe e conseguir um contrato de cinco anos no Qatar. Segundo o joseense, que atualmente é jogador do Coritiba, a ideia inicial dos sheiks era naturalizar o jogador para atuar pela seleção do país, o que foi descartado por Sodré.
“Fui campeão da Copa Paulista pelo Paulista de Jundiaí, joguei poucos jogos, mas despertou o interesse nos árabes, eles viram meu vídeo, viram um jogo meu aqui e me levaram pra lá, onde assinei contrato por cinco anos. Eles quiseram cinco anos direto porque tinham a intenção de me naturalizar, porque eu era novo e tinha futuro. Mas eu tenho o sonho de jogar na seleção brasileira, então eu não queria representar o Qatar. Hoje tudo que eu tenho eu agradeço ao Qatar, mas eu quero representar a seleção brasileira”, conta Sodré.
O jogador foi um dos atletas naturais de São José dos Campos que concedeu entrevista ao Meon durante as férias de fim de ano. Além dele, Everton Santos (Seul, China), Léo Costa (Portuguesa), Juninho (Los Angeles Galaxy) e Ricardo Goulart (Cruzeiro) conversaram com o Meon.
“No Qatar eu fiquei dois anos e nove meses, tinha contrato de cinco anos, na verdade é um país pra você fazer o seu pé de meia e vir embora, mas o meu pensamento era maior, jogar um Brasileirão, conquistar coisas maiores e eu sabia que lá eu ia estar escondido e como eu estava me destacando lá, apareceu um time da França numa época e os caras não queriam liberar”, diz Sodré.
“Meu empresário sempre falou: “um jogador como você não pode ficar aqui, tem que ir para o Brasil”. Eu falei que quando tivesse uma proposta boa eu iria. Foi quando surgiu a proposta do Coritiba e uma sondagem de um time da Ucrânia, eu liguei pra ele, que rapidamente entrou em contato com o pessoal do Coritiba e acertou. Eu pedi a rescisão lá no Qatar, entrei em acordo e acabei vindo para o Brasil, com contrato com o Coritiba até o fim de 2016”, conta.
A volta para o Brasil, no entanto, não foi das melhores para Sodré, o meia foi afastado do Coritiba e emprestado ao Bragantino. “Quando cheguei o técnico era o Dado Cavalcanti, cheguei no finalzinho do paranaense e não deu pra me inscrever. Então me condicionei fisicamente e vinha treinando muito bem. Mas após o estadual mandaram o Dado embora e contrataram o Celso Roth”, diz Sodré.
“Estávamos treinando normalmente e o Celso Roth decidiu afastar alguns jogadores que ele não iria contar para o Brasileiro e eu fui afastado também. Aí eu estava em casa e o pessoal do Bragantino me ligou, o técnico PC Gusmão entrou em contato com o Coritiba e me emprestaram para jogar o fim do Brasileiro e Copa do Brasil. Mas dia 5 de janeiro tenho que me apresentar no Coritiba”, explica.
“2014 foi uma readaptação pra mim porque eu vim de um país que não tem um nível tão elevado como o brasileiro e tive que pegar experiência, o jeito de jogar, aqui tem muito mais jogador experiente e técnico. Então foi uma experiência em 2014 e 2015 tem que acontecer algo diferente, tem que ser um ano de vitória, tem que ser meu ano e minha vontade é ficar no Coritiba”, conta Sodré, que sonha em um dia jogar pelo São José.
“Nunca joguei no São José e tenho vontade de um dia jogar. O São José merecia estar no mínimo numa Série C ou B do Brasileiro e na primeira do paulistão. Além disso, só passou jogador bom ali e os caras não dão valor, mesmo estando no Coritiba e fora do Brasil, eu sempre acompanhei o São José e espero um dia ver o time na primeira divisão, ou jogar pelo São José na primeira, ou ir assistir na arquibancada mesmo”, diz Sodré, que contou ao Meon porque saiu do São Paulo quando ainda estava nas categorias de base do tricolor.
“Os caras gostavam muito de mim lá, mas numa época que eu saí de férias eu quebrei os dois braços jogando bola lá perto de casa, eu tinha 14 anos e quebrei os braços bem na semana que eu ia voltar. Mas quem passou pela base do São Paulo sabe que lá é rigoroso mesmo, mas não me arrependo, eu era muito novo e fui brincar”, conclui.
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