“Sou um caipira do Vale do Paraíba”, diz Mauricio de Sousa
De rabiscos nos cadernos escolares, para os produtos didáticos de mais de 90 países, uma carreira de 55 anos consagrada com a verdade transmitida em cada traço, em poucas palavras e através do olhar de cada personagem. Mauricio Araújo de Sousa, vindo da divisa do interior paulista com a grande São Paulo, conquistou o mundo com uma simplicidade e generosidade que a cada conjunto de quadrinhos mais admiradores da sua arte surgiam. Comemorado no ano de 2013 os 50 anos da Turma da Mônica o cartunista prepara novidades para o próximo ano, com um novo personagem que pretende conscientizar toda a turminha e o seus leitores.











De rabiscos nos cadernos escolares, para os produtos didáticos em mais de 90 países. Uma carreira de 55 anos consagrada com a verdade transmitida em cada traço, em poucas palavras e através do olhar de cada personagem. Maurício Araújo de Sousa conquistou o mundo com uma simplicidade e generosidade que a cada conjunto de quadrinhos publicados mais admiradores da sua arte surgiam. Depois dos 50 anos da Turma da Mônica, o cartunista prepara novidades para este ano, com um novo personagem que pretende conscientizar toda a turminha e o seus leitores.
O escritor ainda confirma que mesmo acompanhando as mudanças tecnológicas e inovações do mundo atual, as características singelas do menino curioso, metido a pesquisador e do interior, nunca vai deixar de existir dentro de suas criações.
Em entrevista ao Meon, Mauricio de Sousa conta um pouco da sua história, desde empresário, pai coruja e ainda o caipira do Vale do Paraíba, sem deixar de ser o curioso da cidade grande.
Como foi a sua infância e a sua criação aqui próxima da nossa região?
Eu nasci na beradinha do Vale do Paraíba, nasci em Santa Isabel e fui criado em Mogi das Cruzes, então na minha infância toda hora eu estava em Santa Isabel, brincado, subindo nos morros, tava pescando e subindo nas árvores, o meu lado Chico Bento ficou lá em Santa Isabel e o meu lado estudante e um pouquinho mais comportado ficou em Mogi das cruzes.
Qual a sua relação com Caçapava -onde fica sua chácara- e o Vale do Paraíba?
É, não é só com Caçapava, também passeei muito, andei muito e fiz muitos amigos em Taubaté. Atualmente tenho amigos e frequento muito Campos do Jordão. Ainda eu sempre tive uma boa relação com a figura do Vale. Acho que sou um caipira do Vale do Paraíba, eu sou desse lugar.
O Vale do Paraíba te inspirou em alguma momento com paisagens e personagens para as suas histórias?
A área que você vê do Chico Bento, a natureza do Chico Bento é bem Vale do Paraíba, não tem floresta, mas tem matagais, tem campinas, tem campos, tem estrada de terra. É o que eu vejo aos arredores da minha chácara em Caçapava, lá eu vejo todo o ambiente do Chico Bento.
Uma historia do Chico chamada “Chuva na roça”, que saiu pela Editora Abril, há muitos anos atrás, e é considerada pelos estudiosos de quadrinhos, como a melhor historinhas de quadrinho que eu fiz até hoje. É uma historia muito bonita, e não é uma historia de aventura, nem nada, é simplesmente uma sequência de quadrinhos, de fatos e de narrativas, de uma chuva que cai na roça do lado lá da casa do Chico Bento. Tudo o que contei, vivi em uma tempestade lá na minha chácara. Então a melhor historia que fiz até hoje segundo os críticos, foi de uma bela chuva que assisti, que senti e que vi acontecer na minha chácara em Caçapava.
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